terça-feira, 4 de novembro de 2014

A patroa é que sabe


A chanceler alemã, Angela Merkel, disse nesta terça-feira que países como Portugal e Espanha têm demasiados licenciados e que o enfoque nos estudos universitários como um feito de topo da carreira é algo do qual deve haver um afastamento. De acordo com dados do gabinete de estatísticas europeu, em 2013, 25,3% da população da União Europeia entre os 15 e os 64 anos tinha completado estudos superiores, enquanto a percentagem portuguesa era de 17,6% e a alemã de 25,1%. Como se constata mais uma vez, a União Europeia tem demasiados governantes que dizem as maiores barbaridades e – ou será porque? – está cheia de "governantes" que tudo permitem. Porém, uma coisa é certa: para ser criado dos alemães ou de quem seja não é necessário ser licenciado. Se o projecto de país continuar a ser o de transformar Portugal numa reserva de mão-de-obra barata e desqualificada para usar e abusar, é à patroa que cabe dizer como nos quer. Ou aceitamos, ou recusamos. E a verdade é que não temos feito grande coisa para que nos tratem melhor do que isto.

1 comentário:

fb disse...

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse nesta terça-feira que países como Portugal e Espanha têm demasiados licenciados e que o enfoque nos estudos universitários como um feito de topo da carreira é algo do qual deve haver um afastamento. De acordo com dados do gabinete de estatísticas europeu, em 2013, 25,3% da população da União Europeia entre os 15 e os 64 anos tinha completado estudos superiores, enquanto a percentagem portuguesa era de 17,6% e a alemã de 25,1%. Como se constata mais uma vez, a União Europeia tem demasiados governantes que dizem as maiores barbaridades e – ou será porque? – está cheia de "governantes" que tudo permitem. Porém, uma coisa é certa: para ser criado dos alemães ou de quem seja não é necessário ser licenciado. Se o projecto de país continuar a ser o de transformar Portugal numa reserva de mão-de-obra barata e desqualificada para usar e abusar, é à patroa que cabe dizer como nos quer. Ou aceitamos, ou recusamos. E a verdade é que não temos feito grande coisa para que nos tratem melhor do que isto.