quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Um marido extremoso



Marinho e Pinto diz que a sua ligação à Ordem dos advogados faz parte da sua vida privada para não dizer se recebeu ou não um subsídio de reintegração de 54 mil euros. Isto lembra o Pedro dos aeródromos que jura pela mãezinha que colaborava graciosamente com a Tecnoforma para se recusar a fazer o strip que exige aos beneficiários do Rendimento Social de Inserção, mas seja, vamos engolir a justificação “vida privada”. Fica assim: ele, Marinho e Pinto, viveu em união de facto heterossexual com ela, a ordem dos advogados, obrigou-a a pagar-lhe, ela a ele, um salário de vários milhares de euros mensais durante a relação e, quando tudo terminou, após anos a fio a abusar da pobre rapariga de todas as formas possíveis e imaginárias, ainda a obrigou a pagar-lhe para sair de casa uma quantia que também tomou a liberdade de fixar para si próprio. Isto só tem um nome: violência doméstica. Numa próxima, quando tiver oportunidade, hei-de tentar reparar se Marinho Pinto usa sapatos normais, à António, ou daqueles bicudinhos, mesmo à Chúlio. A condizer.

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