terça-feira, 28 de outubro de 2014

Austeridade "fofinha"


Os governos "socialistas" francês e italiano prometeram esta segunda-feira mais cortes adicionais nos gastos públicos, os franceses  cortarão mais 3600 milhões e os italianos mais 4500 milhões, para evitarem a humilhação nacional de verem as propostas de orçamento para 2015, que agora Bruxelas pode chumbar, serem-lhes devolvidas. Aqui está a "outra leitura" mais "de esquerda" que o PS português anda a vender como possível. Dois gigantes como França e Itália não conseguem libertar-se do garrote da austeridade imposta por uma Alemanha que manda como quer na União Europeia. Está-se mesmo a ver que o anãozinho Portugal vai consegui-lo com as falinhas mansas mas tremendamente inteligentes - bom, nem sempre - de um António Costa que foge como pode de qualquer abordagem aos temas reestruturação da dívida e saída planeada do euro, as armas a que teria forçosamente que recorrer caso estivesse minimamente apostado em reverter o destino de mais de duas décadas de pobreza a que nos condena o Tratado Orçamental que o seu partido aprovou na AR conjuntamente com os partidos da actual maioria.  Em ano de eleições, PSD e  CDS tentam enganar o seu eleitorado potencial com um Orçamento ainda mais austeritário, vendendo-o como "o orçamento da família e do abrandamento do saque fiscal", mas o PS também não anda a falar verdade aos Portugueses. Com o Governo PSD/CDS estamos muito mal, com um Governo PS não ficaremos melhor. Dupond Passos e Dupont Costa. Está tudo empatado no arco da austeridade.

Cenas dos capítulos seguintes: Depois de França, Itália e Áustria terem cedido às pressões de Bruxelas para reverem as suas propostas de orçamento de Estado, Portugal é cada vez mais um dos países da zona euro com uma redução mais modesta do seu défice estrutural em 2015, ficando mais exposto à possibilidade de reparos da Comissão. Os três países faziam parte, em conjunto com a Eslovénia e Malta, do grupo de estados que, de acordo com a agência Reuters, tinham recebido um pedido de informação adicional de Bruxelas sobre as suas propostas de orçamento. Esta é a forma que a Comissão Europeia tem de sinalizar aos Governos nacionais que, caso não procedam a mudanças nos seus orçamentos, receberiam até ao final desta quarta-feira um pedido oficial e público de correcção das propostas orçamentais antes de serem votadas pelos respectivos parlamentos. A Comissão estava particularmente preocupada com o facto de estes cinco países apresentarem uma redução do défice estrutural (o défice que leva em conta a evolução da conjuntura económica e que retira da análise as medidas extraordinárias) menor do que o prometido e inferior aos 0,5 pontos exigido pelo Tratado Orçamental.


1 comentário:

fb disse...

Os governos "socialistas" francês e italiano prometeram esta segunda-feira mais cortes adicionais nos gastos públicos, os franceses cortarão mais 3600 milhões e os italianos mais 4500 milhões, para evitar a humilhação de verem as propostas de orçamento para 2015, que agora Bruxelas pode chumbar, serem-lhes devolvidas. Aqui está a "outra leitura" mais "de esquerda" que o PS português anda a vender como possível. Dois gigantes como França e Itália não conseguem libertar-se do garrote da austeridade imposta por uma Alemanha que manda como quer na União Europeia. Está-se mesmo a ver que o anãozinho Portugal vai consegui-lo com as falinhas mansas mas tremendamente inteligentes de um António Costa que foge como pode de qualquer abordagem aos temas reestruturação da dívida e saída planeada do euro, as armas a que teria forçosamente que recorrer caso estivesse minimamente apostado em reverter o destino de mais de duas décadas de pobreza a que nos condena o Tratado Orçamental que o seu partido aprovou na AR conjuntamente com os partidos da actual maioria. Com o Governo PSD/CDS estamos muito mal, com um Governo PS não ficaremos melhor. O PSD e o CDS tentam enganar o seu eleitorado potencial com um Orçamento ainda mais austeritário, vendendo-o como "o orçamento da família e do abrandamento do saque fiscal" por ser ano de eleições, mas o PS também não anda a falar verdade aos Portugueses. Dupond Passos e Dupont Costa. Está tudo empatado no arco da austeridade.