segunda-feira, 15 de setembro de 2014

E não é que as borboletas aguentam mesmo?




Os homens de mão, os homens de mão dos homens de mão, os profissionais do aplauso da imprensa económica e um público que aceita qualquer história de embalar, mesmo que muito mal contada e até mesmo as que representam um presente adiado e um futuro cada vez mais enegrecido. A história mal contada destes dias é a de um tal banco bom que se construiu sobre largos milhares de milhão que tanta bondade 100% boa sempre dispensaria. O homem de mão do momento é Carlos Costa, o regulador que apenas regula por ordem expressa de quem lhe garante o salário do mês seguinte. Os homens de mão deste homem de mão vão sendo por ele colocados no banco bom a brincar com os milhares de milhão para aí desviados de serviços públicos e de prestações sociais ao som de elogios. Vítor Bento foi apresentado como o génio da virtude que iria acabar com o regabofe de irresponsabilidades do BES em Agosto para bater com a porta do Novo Banco em Setembro, Stock da Cunha é apresentado em Setembro como o Vítor Bento de Agosto para ficar pelo menos até se lhe esgotar a virtude. Vítor Bento é agora o irresponsável que a falta de memória colectiva se encarregará de tragar até que se concretize o negócio que os profissionais do aplauso já começaram a acomodar na opinião pública: o banco de Ulrich irá engolir o Novo Banco quando e ao preço que lhe der mais jeito. Como era mesmo a frase de Ulrich? Ah, sim, “ai aguentam, aguentam”. Vítor Bento cessou funções precisamente no dia em que os cortes salariais regressaram à função Pública. Stock da Cunha é anunciado exactamente no dia em que o Serviço Nacional de Saúde comemora 35 anos apodrecido pela falta dos milhões em impostos que um dia pagaram Saúde e agora servem para financiar todas as delinquências que quem manda tem como garantido poder transformar em complemento directo do verbo aguentar. Ai aguentam? Então aguentem lá mais esta, ó borboletas.

Sem comentários: