segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Da longa série "heranças do socratismo" (se não queres ser populista, shiu!)



Avarenta com os professores, que perseguia a pretexto de alegados "poderosos interesses corporativos", generosa com os amigos, a quem arranjava uns contratos manhosos que lhes davam a ganhar umas pipas de massa. A Milú do "compila, João, compila" foi condenada em tribunal, mas deixa-me cá ficar caladinho ou ainda salta para aí algum a repetir a proibição moral com que querem apagar da nossa memória colectiva as virtudes do socratismo: "toda a gente sabe que o Sócrates foi melhor có Passos Coelho".



A ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues foi condenada nesta segunda-feira no caso da adjudicação, por ajuste directo, de uma compilação da legislação portuguesa sobre o ensino, um estudo inútil, a João Pedroso. O tribunal condenou-a a três anos e meio de prisão com pena suspensa, aplicando a mesma sentença ao advogado João Pedroso e a João Batista, então secretário-geral do Ministério da Educação. A presidente do colectivo de juízes, Helena Susano, disse que Maria de Lurdes Rodrigues e João Batista combinaram, com base em afinidades pessoais e políticas, favorecer patrimonialmente João Pedroso, apesar de terem consciência de que isso implicava a violação da lei. Apesar de a ex-ministra ter negado qualquer relacionamento pessoal ou afinidade partidária com os restantes arguidos, o tribunal revelou que o seu companheiro era sócio de João Batista na Celta Editora, tendo todos os acusados desempenhado cargos de confiança em gabinetes governamentais socialistas.

6 comentários:

António Fonseca disse...

É raro, neste país de brandos costumes, assistirmos a uma condenação em tribunal de actos ilegais cometidos por ex-políticos no exercício da sua actividade enquanto governantes. Neste caso concreto (da Lurdinhas) confesso que esta condenação me dá um gozo especial. Parabéns a Filipe Tourais por escrever como escreve. Pela pertinência dos seus posts aqui no seu blogue e pela forma e conteúdo dos mesmos.

Anónimo disse...

Caro, fica bem o teu blog ser denominado de pais do burro. Ninguem foi condenado. A sentença n transitou em julgado pelo q os reus podem ainda recorrer para tribunal superior. Se n gostas da ex-ministra ou do Socrates o problema é teu, mas qdo postas algo podes antes de mais informar-te sobre como as coisas funcionam.

Anónimo disse...

não aprendeste mesmo nada, ó bezerro. Quando vais retirar os antolhos ?

Lourenço disse...

Goste o Mário (vendido) Nogueira ou a extrema esquerda tresloucada esta foi a melhor ministra da educação desde o 25 de Abril Quanto A Sócrates só pergunto porque é que a direita e a extrema esquerda o odeiam? ainda vamos saber um dia.

Anónimo disse...

"David Justino, no Governo de Durão Barroso, encerrou 472 escolas. Nos Governos de José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, primeiro, e Isabel Alçada, a seguir, fecharam mais 2500 e 711, respectivamente. Nuno Crato, na era Passos Coelho, decretou 500 encerramentos no primeiro ano e agora prepara-se para fechar mais 311. Temos, portanto, que dois Governos PS encerraram 3211 escolas e dois Governos PSD encerraram 1283 escolas. Há que dizê-lo, algumas teriam mesmo que encerrar por terem ficado praticamente sem alunos. Mas tantas? São 4494 escolas no total. Deixa de haver escolas porque o interior se desertifica ou o interior vai-se desertificando por (também) deixar de haver escolas? Já agora, e quanto custa a desertificação do interior do país? Em incêndios florestais, por exemplo. Ou em velhices solitárias.


"

Anónimo disse...

aqueles sunitas marados também julgam ter a razão do seu lado...