quinta-feira, 24 de julho de 2014

Só agora?


O título dos títulos de hoje de “A voz de Fátima” poderia bem ser “Espírito Santo detido no aniversário de Jesus”. Mas não, não se trata de milagre nenhum e o Jesus que hoje faz anos é o encarnado. É apenas a história de uma detenção no âmbito de um caso com mais de dois anos, o Monte Branco, que ficou à espera quer da falência de mais um banco que todos vamospagar, quer da perda de poder do detido. Já sabemos como a nossa Justiça é corajosa, tão bem como sabemos  que o poder legislativo sempre esteve em mãos amigas de delinquências várias, entre elas a fiscal e a banqueira. Para além disso, o regime não estará mesmo nada interessado em tornar públicos os negócios que foi fazendo com a família do banqueiro com quem sempre se deitou. Nada a festejar, portanto.  E tudo a questionar.






Há precisamente três anos: «Ricardo Salgado nasceu em Cascais a 25 de Junho de 1944, é economista e o mais emblemático dos banqueiros portugueses por ser da mais antiga família da alta finança do País. É bisneto de José Maria do Espírito Santo Silva, o fundador do Banco Espírito Santo e neto de Ricardo Espírito Santo Silva, o banqueiro do Estado Novo e patrono das artes em Portugal (que deu o nome à Fundação de artes e ofícios). (…) Ricardo Salgado tem um charme que lhe advém de uma aparente calma e da sabedoria. Sendo o menos social dos Espírito Santos, é também o menos elitista. Chega a ter uma "simpatia" pelos "fracos e oprimidos". Gosta de ajudar os mais desfavorecidos, com quem é tolerante, acabando por ser bastante mais exigente com os seus pares sociais. Politicamente é um diplomata, tem a secreta missão de ajudar a construir o País, e isso levou-o sempre a ser o banqueiro do regime, aquele que está sempre disponível para colaborar com os governos. O que lhe tem valido algumas críticas, nomeadamente, quando defendeu as grandes obras públicas, como o TGV e novo aeroporto, por considerar que eram estratégicas para o desenvolvimento do País, mesmo quando já o rácio de dívida pública sobre o PIB passava os 80%. Só mais tarde acabou por reconhecer que o Oaís não tinha condições para essas obras. Foi ainda uma das últimas vozes a defender o Ministro das Finanças do Governo de Sócrates, apesar do ‘desaire' das contas públicas.(…)» – Diário Económico (24 de Julho de 2011)

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