domingo, 6 de julho de 2014

Da longa série "histórias da nossa terra"


A concessão daquele que veio a ser o restaurante Eleven foi ganha em 2001 por uma empresa que se registou nas Finanças na véspera do concurso e que, por essa razão, quer por não satisfazer o critério da experiência no ramo, quer por não ter documentação fiscal obrigatória, seria sempre eliminada do concurso aberto pelo então Executivo PS/PCP se as suas regras tivessem sido respeitadas. A empresa pertencia a dois filhos de um ex-ministro e ex-grão mestre da Maçonaria. Os concorrentes preteridos eram dois grandes empresários de restauração e apresentaram-se a concurso com propostas de renda a pagar à CML de valor superior à da empresa que acabou por ganhar a corrida. Pouco tempo depois da adjudicação, a empresa vencedora foi vendida a um consórcio detido por, entre outros, José Miguel Júdice e Américo Amorim, ambos também ligados a outro grande negócio da cidade, o prolongamento da concessão do terminal de contentores à Liscont da Mota-Engil de Jorge Coelho  sem concurso público pela governação Sócrates, outra história por contar. A de hoje vem muito bem contada em mais um excelente trabalho de investigação jornalística assinado por José António Cerejo, a ler no Público de hoje.


Um pequeno à parte: não faço ideia por quê, afinal eles fazem o mesmo no antes e no depois de receberem a informação, mas os abstencionistas são sempre dos que ficam mais doidos com estas coisas.

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