sexta-feira, 11 de julho de 2014

A imagem de Portugal "lá fora", os mercados têm sempre razão

Bank em inglês quer dizer Tribunal Constitucional. No vídeo junto podemos ver como os mercados (trouble em inglês) estão novamente assustados com o eventual chumbo do bank à CES dos reformados e ao aumento dos descontos para a ADSE aos funcionários públicos. São necessárias mais "reformas estruturais" tais como cortes salariais, flexibilização da legislação laboral, aumento da jornada de trabalho sem qualquer incremento remuneratório e, por que não, a supressão de mais quatro ou cinco feriados (aspiritu santáu em inglês). A privatização da Saúde, da Educação e do próprio Tribunal Constitucional, dizem-no os analistas, são também essenciais (raising fears) para recuperar a confiança dos mercados (it looks like in Greece in 2011).


Vagamente relacionado: Ricardo Salgado recebeu presente de 14 milhões. Ricardo Salgado nunca deu explicações públicas sobre as transferências feitas pelo construtor José Guilherme para a Savoices, a sua sociedade offshore. Nem perante a família esclareceu a razão destes rendimentos, que não foram de 8,5 milhões de euros, mas sim de 14. Este dinheiro foi a razão por que teve de corrigir a sua declaração de IRS de 2011. Ricardo Salgado teve de dar explicações ao Banco de Portugal e ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal. Terá explicação simples: foi uma oferta em dinheiro de um construtor agradecido pelos conselhos do banqueiro e é um ato com enquadramento jurídico e nome ("liberalidade"), explica o "Jornal de Negócios", a partir da pré-publicação do livro "O Último Banqueiro", da autoria das jornalistas Maria João Gago e Maria João Babo.


Ainda mais vagamente: Vinte anos depois de ter entrado no grupo BES, o ex-ministro da Economia de José Sócrates, Manuel Pinho, de 60 anos, está a negociar com Ricardo Salgado a sua reforma antecipada. Em paralelo com a actividade de docente, Manuel Pinho exerce actualmente as funções de vice-presidente da holding BES África, auferindo mensalmente cerca de 50 mil euros, o que abriu espaço a que possa reclamar cerca de 3,5 milhões de euros de compensações até à idade da reforma (65 anos).

E nada a ver com:  A agência de rating Moody's anunciou esta sexta-feira que baixou o rating que atribui ao BES de Ba3 para B3, ou seja, do terceiro para o sexto nível do grau especulativo, o chamado "lixo", uma acção que se segue a uma decisão semelhante da agência canadiana DBRS em relação ao Espírito Santo Financial Group (ESFG), de BBB- para B, cinco níveis de uma só vez. Na Quarta-feira, a Moody's já tinha procedido a uma redução do rating atribuído ao ESFG de B2 para Caa2. A agência cortou também o "rating" da solidez financeira intrínseca (BFSR) para ‘E’ (equivalente a um ‘ca’ no perfil de crédito individual do banco [Baseline Credit Assessment], que é o penúltimo grau desta escala, significando que a sua solidez financeira é altamente especulativa).

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