quarta-feira, 25 de junho de 2014

Melhor do que falecer: austeridade "benigna" e "meiguinha"


Ricardo Araújo Pereira: "queria que falássemos sobre o futuro, sobre o seu apoio a António Costa. O que eu queria saber, enfim, tendo em conta todo o ambiente que rodeia o Dr. António Costa, é: em que ponto das Trovas do Bandarra é que é mencionado o nome do António Costa?"
Ferro Rodrigues: "Eu penso que ele próprio não tem dele uma ideia de D. Sebastião, não tem a ideia de ser uma espécie de homem providencial. Acho que ele compreende que tem um contributo a dar neste momento ao país e, portanto, ao PS, e é nessa perspectiva que está a agir e eu penso que bem."
RAP: "E, nessa medida, que tipo de austeridade benigna e meiguinha é que o PS nos vai impor?"
FR: "Ouça, o mundo é o que é, não é o que gostaríamos que fosse, desde há muitos anos que tenho essa percepção   e quando se está, como foi o meu caso, durante praticamente seis anos no Governo, compreendo que é possível fazer muita coisa, mas há muita coisa que não se pode fazer, há uma relação de forças na Europa  e no mundo que tem que ser questionada. Agora, o que eu vejo é que na própria Comissão Europeia há muita gente neste momento a dizer que é preciso fechar as portas à austeridade. Eu também não sei muito bem como é que essas portas vão ser fechadas, lá ficará uma parte entreaberta, certamente, mas também depende da capacidade que o Governo português do futuro tiver, capacidade de unir muita gente em Portugal e ser capaz de se bater na Europa por políticas que, embora de rigor, permitam o crescimento e o emprego. Penso que isso é possível."
RAP: "Eu queria agora que acompanhasse este raciocínio que é intrincado mas eu vou tentar torná-lo claro. É o seguinte: António Costa é alternativa a António José Seguro, que por sua vez é alternativa a Pedro Passos Coelho. Ora, uma vez que António Costa é alternativa à alternativa, não há hipótese de António Costa ser na verdade Passos Coelho?" (vídeo aqui)

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