terça-feira, 24 de junho de 2014

Da longa série "Pedro, o mitómano que destruía vidas"


"O essencial da criação de emprego passa por emprego com carácter permanente e não por emprego com carácter provisório ou ocasional. A maior parte do emprego gerado, uma parte significativa, bem mais de 60% do emprego gerado, corresponde a contratos sem termo. Portanto, não há precariedade laboral, mas há estabilidade laboral", disse Pedro Passos Coelho no debate quinzenal no Parlamento da passada Quinta-feira. Apenas três dias depois, ontem, o relatório europeu sobre vagas e recrutamento de 2014, da Comissão Europeia, mostra uma realidade muito diferente: 65% do total dos recrutamentos efectuados em Portugal em 2012 foram "trabalhos temporários involuntários", a segunda percentagem mais alta em toda a União Europeia, a seguir à Espanha. Em 2008 era de 57%. A média da União Europeia em 2012 era de 31%. O subemprego involuntário, trabalhadores que procuram um emprego a tempo inteiro mas não conseguem mais do que um part-time, também aumentou significativamente, embora menos do que A colecção de galgas de Pedro Passos Coelho, que vai crescendo todos os dias a um ritmo alucinado, função da miséria que a sua inegável competência para destruir vidas vai semeando de Norte a Sul de Portugal.

Vagamente relacionado: "O Governo e as autarquias chamam-lhes Contratos Emprego Inserção. Três palavras para três mentiras. Não são contratos porque não há qualquer vínculo. Não são emprego porque não pressupõem salário. Não são inserção porque nunca são inseridos nos quadros. São mandados embora quando o prazo acaba, trocados pela próxima leva. Descartáveis. Ficam na rua, sem direito a subsídio de desemprego, sem indemnização, sem nada. “Falavam-nos no Estado gordo e hoje há menos 75 mil trabalhadores na administração pública. Ao mesmo tempo, mas pela porta das traseiras, fizeram entrar quase 60 mil para funções que se provaram ser necessárias e permanentes. Com uma diferença: fazem-no sem receber. Este Governo é a maior máquina de precariedade e desvalorização salarial que Portugal conheceu." (continuar a ler)


Ainda mais vagamente: “É uma das mais graves notícias dos últimos meses e diz respeito a todos. O título desta notícia devia ser "Caro reformado, vamos cortar na reforma e entregar esse valor à Nestlé". Trata-se da utilização do dinheiro dos descontos para as reformas e pensões, dos impostos para o Estado Social, da Segurança Social, em suma, do dinheiro colectivo destinado a bens sociais e reformas dignas, a ser utilizado de forma massiva para pagar o salário de jovens precários nas multinacionais...” (Raquel Varela)

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