segunda-feira, 23 de junho de 2014

A paixão da Educação (em números)


David Justino, no Governo de Durão Barroso, encerrou 472 escolas. Nos Governos de José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, primeiro, e Isabel Alçada, a seguir,  fecharam mais 2500 e 711, respectivamente. Nuno Crato, na era Passos Coelho, decretou 500 encerramentos no primeiro ano e agora prepara-se para fechar mais 311. Temos, portanto, que dois Governos PS encerraram 3211 escolas e dois Governos PSD encerraram 1283 escolas. Há que dizê-lo, algumas teriam mesmo que encerrar por terem ficado praticamente sem alunos. Mas tantas? São 4494 escolas no total. Deixa de haver escolas porque o interior se desertifica ou o interior vai-se desertificando por (também) deixar de haver escolas? Já agora, e quanto custa a desertificação do interior do país? Em incêndios florestais, por exemplo. Ou em velhices solitárias.


Vagamente relacionado: «Anda meio mundo embasbacado por Maria Luís Albuquerque ter decidido vender a um espanhol por 2800 euros apenas, a pitoresca casa fronteiriça da Guarda Fiscal em S. Gregório, Melgaço (…)» (continuar a ler)

1 comentário:

Joaquim O. disse...

Cheira-me (cheira-me) que os centros escolares que substituíram as encerradas escolas interiores com menos de 10 miúdos a olharem uns para os outros (e deus por todos)não foram construídos no litoral. Cheira-me. Já com as maternidades lembro-me dum discurso parecido, em que as mães de Elvas reclamavam por um tempo em que só o ppl do guito é que ia parir a Badajoz. Enfim