sexta-feira, 16 de maio de 2014

Desespero



Para não variar e para não se ficar a rir dos concorrentes BPI e BCP, O BES também voltou a mostrar sinais de ruína. A montanha de prejuízos acumulados nos últimos três anos não para de aumentar. Só no primeiro trimestre deste ano foram mais 89,2 milhões, um prejuízo ainda maior do que os 62,0 milhões que fizeram crescer a montanha em igual período do ano passado. Obviamente que nada a ver com os activos que nas últimas décadas andaram a inscrever no balanço do grupo com valores suficientemente inflacionados para determinar resultados capazes de impressionar e fazer a cotação em bolsa subir acima das suas possibilidades, menos relacionado ainda com a provisão de 700 milhões que foi obrigado a constituir para reduzir o risco das imparidades que a sua administração andou a ocultar em paraísos fiscais à margem daquela lei queapenas se pode aplicar a não banqueiros, porque senão é que o país não pode mesmo ir para a frente. No caso do BES, a explicação é outra. A sua administração descobriu que  lançaram um mau olhado sobre o banco. Quem fez o trabalho? Vou dar uma pista, mas prometem que não dizem nada a ninguém: "o Banco Espírito Santo (BES) impediu ontem a entrada de uma jornalista e de um fotojornalista do i na conferência de imprensa de apresentação de resultados que teve lugar na sede da instituição." Acho incrível que a direcção daquele jornal ainda se queixe que é uma ilegalidade inadmissível. Quer dizer, os dois meliantes arruinaram o banco com as suas bruxarias e depois ainda queriam ir gozar o espectáculo do circo que puseram a arder? Era só o que faltava, realmente.

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