terça-feira, 1 de abril de 2014

Uma brincadeira do 1º de Abril




 “Eu, quando era primeiro-ministro, chamei três vezes o Vítor Constâncio a São Bento para saber se aquilo que se dizia do BPN era verdade”, disse Durão Barroso na entrevista à SIC de Sexta-feira passada. Abordado sobre o assunto, hoje, Vítor Constâncio deu a única resposta que simultaneamente não compromete nenhum dos dois e aquela que mais os compromete a ambos: "depois de tantos anos, não me recordo se alguma vez fui convocado expressamente sobre assuntos relativos ao BPN, mas recordo que, numa conversa geral, se falou do BPN, em termos de preocupações com o BPN, mas sem nada de muito concreto”. Realmente, "nada de muito concreto" é mesmo a cara do BPN. Formalmente, dado não haver condenações ou confiscos de património, o BPN foi apenas um banco gerido honestamente pela rapaziada do ex-accionista Cavaco Silva e tão bem supervisionados  por Vítor Constâncio que este até foi promovido para o Banco Central Europeu. O resto, sem esquecer que a formação que a escola BPN ministrava aos seus quadros permitiu que pouco tempo depois alguns deles se tornassem governantes,  foram 10 mil milhões que giraram para bolsos honrados e que até deram jeito para convencer os portugueses de que viveram anos a fio acima das suas possibilidades. E ainda mais uma brincadeira do 1º de Abril. Esta.


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