segunda-feira, 7 de abril de 2014

Toda a razão




Então se ele sabia de tudo isso, nos anos de 2002, 2003 e 2004, por que razão não afastou o Governo e o seu partido das pessoas do PSD que tinham responsabilidades no BPN? Por que razão continuou a nomear essas pessoas, quer no partido, quer para o Governo?” Sócrates tem toda a razão nas perguntas que dirige a Durão Barroso sobre o BPN, a propósito da sua última entrevista ao Expresso. A mesma razão, toda, que teria ou Durão, ou Passos Coelho, ou Portas, ou qualquer um desse lado desta patranha que lhe perguntasse: "então por que é que Sócrates nacionalizou o BPN tendo o BPN uma quota de mercado tão pequena que não significava risco sistémico nenhum? Porque é que nacionalizou apenas os prejuízos, deixando tudo o que tinha valor nas mãos dos antigos proprietários? Por que é que Sócrates continua a defender Vítor Constâncio apesar deste ter objectivamente falhado naquilo que estava incumbido de fazer? Para que serve afinal a supervisão bancária?" Ao que alguém do lado socialista da vigarice do século responderia, também com toda a razão: "E então por que é que o Governo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas reprivatizou o BPN vendendo-o a Américo Amorim e Isabel dos Santos com um desconto de 60% relativamente ao valor das avaliações que tinha em seu poder? Por que é que continuou a nomear para o Governo gente ligada ao BPN? Por que é que continua a fazer sair dinheiro dos cofres públicos para pagar dívidas do BPN depois de o reprivatizar?" Eles têm sempre toda a razão. E os portugueses continuam a dar-lhes toda a razão, ou a uns, ou a outros, como demonstram todas as sondagens em que aparecem sempre com mais de 80% das intenções de voto, convencidíssimos que responsabilização política é qualquer coisa estranha que compete à justiça divina ou à justiça dos homens. E não é.

15 comentários:

Anónimo disse...

Este blog tem um nome apropriado:
(...)
Para que serve afinal a supervisão bancária?
(...)
Quando conseguir responder a isto objetivamente (não vale atirar palpites), vai finalmente emitir um juizo sobre a atuação de Constâncio. Até lá, limita-se a servir de repetidor dos sound bytes que a direita vai colocando na comunicação social para evitar que se fale sobre os verdadeiros culpados.
(...)por que é que Sócrates nacionalizou o BPN(...)
Indique-me um unico banco a nivel mundial (nao vale o Lehman, que despoletou a crise), que tenha sido abandonado a sua sorte, durante a crise financeira. Porque é que todos os paises seguiram essa via ? Mais uma vez, quando tiver resposta a esta questao, estara minimamente habilitado a emitir juizos sobre a nacionalização do BPN. Que por acasa, foi na altura apoiada pelos partidos que hoje nos governam.

Filipe Tourais disse...

Está a usar a mesma táctica que usam PSD e PS, atira a questão para cima de mim e o problema aqui não sou eu. E eu vou fazer o mesmo, com a diferença de reproduzir o que estudei e o poder político sempre disse sobre a supervisão bancária, que serve para supervisionar a actividade bancária, como o próprio nome indica, aliás. E então cá vai a pergunta que lhe devolvo: se não serve para supervisionar, para que serve então a supervisão? Dou-lhe um exemplo de banco que não foi nacionalizado: BPP. Dou-lhe mais três que ainda não foram nacionalizados , pelo menos da mesma forma que o foi o BPN: BCP, BES, BANIF. Espero que o nome do blogue o tenha feito sentir-se em casa.

Andre disse...

A loja foi assaltada e a culpa é do segurança que não os prendeu. Isto resume a argumentação contra Constâncio. O resto mais não são que as suas opiniões, que coincidentemente são as mesmas que as da extrema-direita. Os pólos atraem-se.

Filipe Tourais disse...

Não, caro amigo, a minha argumentação não é a da extrema-direita, a minha argumentação é a de alguém que não está comprometido com nenhum dos dois e recusa o ping-pong passa-culpasentre PSD e PS. Os criminosos vão-se safando graças ao vosso jogo irresponsável e anti-patriótico.

Anónimo disse...

Mas quem é que está habilitado a falar em falhas de supervisão ? Vc ? O Nuno Melo ? Não me parece. O que sabem efectivamente sobre o assunto ? O que tem a dizer sobre a ocultação da contabilidade paralela sobre o argumento dos perfis informáticos ?
E a opinião dos antigos governadores ? Conta para alguma coisa ? Ou acha que eles percebem menos do assunto que Vc, que fez umaa especialização acelerada baseada nas opiniões da classe politica ?
Pode mudar o nome do blog para "o pais dos demagogos"...

Filipe Tourais disse...

Parece-me que está mais preocupado com o nome deste blogue e com o que pensa o seu autor do que com a culpa que morrerá outra vez solteira no caso BPN. Vai disparatando, disparatando, tal e qual o fazem os dois gangs de amigos do alheio envolvidos neste caso, mas não respondeu à questão que lhe coloquei acima e que é uma questão central neste capítulo negro da nossa História, que fazem questão de apalhaçar: afinal, se nada regula, para que serve o regulador? Afinal, se nada supervisiona, para que serve o supervisor? Se não conseguir responder-me às anteriores, responda ao menos a esta, que este ignorante coloca aos vastíssimos conhecimentos que com toda a certeza o meu amigo terá reunido numa cabecinha só: por que é que o mesmo supervisor que na semana passada questionou o grupo Espírito Santo sobre os veículos financeiros que constituiu num off-shore para ocultar imparidades passou quase uma década a fazer vista grossa a actividade em tudo igual feita pelas sucessivas administrações do BPN? Se não conseguir responder, todo o mais que diga é conversa que não interessa para rigorosamente nada mais do que branquear um crime de milhares de milhão.

Andre disse...

Você faz um post que mais não é do que o alimentar do passa-culpas, procurando barrar de lama o outro lado, como se as eventuais responsabilidades do PS relativas ao BPN fossem da mesma ordem e e dimensão que as do PSD, fazendo desse modo o jogo da direita. E depois fala de jogo anti-patriotico e de criminosos que se safam… enfim…. que falta de coerência. Você ia se dar bem com o Nuno Melo.

Andre disse...

"os dois gangs de amigos do alheio " esta frase denuncia-o: você não tem qualquer interesse em ver os ladrões atrás das grades, você quer é arrastar o PS para o lamaçal… como eu o compreendo. "branquear um crime de milhares de milhão." é isso mesmo. Fazer tudo igual…

A diferença entre um Supervisor Bancário e a PJ e o Ministério Público, é a mesma diferença entre um Segurança de uma loja e a PSP. Querer confundir isto ou é fruto de ignorância ou de má fé.

Respondo eu às suas perguntinhas:

1_ Quem decide se regula ou não regula, se supervisiona ou não supervisiona? Vossa Excelência? Ou o Nuno Melo? Com base em quê? Capas do Correio da Manhã?

2_Esta sua pergunta parte de um pressuposto falso, que é o de que o BP durante uma década soubesse do que se passava no BPN e não tivesse feito nada.Isso é uma redonda mentira. Mas não deixe que a realidade o atrapalhe! Um facto é que o BP só em 2004 soube das trafulhices que andavam a ser feitas. E a partir dai agiu como está provado. Anterior a isso mais não podia fazer do que pedidos de informação e posterior análise! Chama-se SUPERVISÃO, vá ao dicionário ver os significado porque aparentemente o desconhece.

Filipe Tourais disse...

E o meu amigo não respondeu a nada do que lhe perguntei. Eu não faço jogo nem da direita, nem nenhum. O meu amigo é que faz o jogo do PS e fica muito chateado quando se cruza com alguém que recuse as abordagens do seu Benfica-Sporting do BPN. Se não me quiser mesmo responder ao que perguntei à sua infinita sapiência, ficamos assim.

Anónimo disse...

O supervisor tem de verificar se os requisitos em termos de racios bancarios são satisfeitos. Faz essa análise baseando-se na informação contabilistica que lhe é disponibilizada. Se detecta anomalias, tal como no caso do BPN foram muitas vezes detectadas, alerta o banco para a situação e aplica coimas em caso de reincidência. Agora se a informação contabilistica é falsificada, passamos para outro nivel. O de crime. E deixa de ser o BPP a investigar. Foi o que aconteceu em 2008. Até essa altura, NINGUEM tinha afirmado que as contas estavam falsificadas.
Tal como os contribuites face ao fisco.
O problema é que vc mistura as competências do BPP e do Min. Publico.

Filipe Tourais disse...

Estou a ver, o supervisor supervisiona aquilo que os supervisados querem, está estatutária e legalmente impedido de fazer mais do que isso. Essa é boa, amigo. O BES deve ter-se descuidado, por isso é que o BdP escobriu a tramoia do Luxemburgo. Você é um cómico.

Anónimo disse...

E Vc vive feliz, na sua convicção de que já percebeu tudo sem perceber nada. Não faz ideia do que é a supervisão bancária e os seus limites, mas isso pouco lhe importa. Para o nivel de conversa de taxista ou de taberna que gosta de manter, basta-lhe a lengalenga de "eles são todos iguais, são todos uns corruptos, era prendê-los a todos,...".
E continua assim na sua eterna e inconsequente lamuria, com a sua consolação patética de que critica de forma igual todos os que chegam ao poder, indiscriminadamente.

Filipe Tourais disse...

Continua a fazer-me rir. Percebe de supervisão a rodos e não consegue responder ao que lhe pergunto. Enche a conversa de insultos e depois queixa-se que é conversa de taxista. E depois atira com essa dos políticos todos iguais e acerta ao lado, eu nunca disse ou escrevi em lado nenhum que os políticos são todos iguais, pelo contrário. Caro amigo, ficamos por aqui. Esta conversa já não vai a lado nenhum.

Macbajul disse...

O BdP supervisiona e até faz inspecções, com entradas de surpresa nas instituições e contagens de dinheiro nos respectivos cofres.

Filipe Tourais disse...

Mas claro que faz. E quando não faz não está a cumprir com o seu dever. Esse é precisamente o ponto Constâncio.