sábado, 5 de abril de 2014

"Não há dinheiro": que parte é que não entendeu?



"Mesmo sem contar com os 69 contratos swap que o Governo cancelou, as perdas potenciais dos swap que se mantêm activos nas empresas públicas alcançam quase 1600 milhões de euros. A maior fatia é da Metro de Lisboa, num valor superior a 600 milhões de euros. E, de entre os bancos que comercializaram estes contratos, 77% do risco de prejuízo diz respeito ao Santander, com o qual o Estado português está em litígio há quase um ano. O banco acredita que o processo que moveu em Londres para provar a validade dos derivados que vendeu lhe será favorável."




"Tido como um dos ideólogos da nova direita, Pedro Lomba assume esse estatuto com um discurso contra o que apelida, parafraseando Raymond Aron, sinistrismo. Lomba luta sem rodeios contra a cultura política formatada pela extrema-esquerda que liderou o PREC e que ainda hoje condiciona a acção política não só da direita, mas também do PS. É uma balança desequilibrada para a esquerda, que urge corrigir de forma a cumprir o projecto democrático do 25 de Abril. Apesar de assumir que a Constituição não é um obstáculo às reformas do governo, o secretário de Estado não deixa de criticar os resquícios do PREC que impedem uma leitura actual do texto constitucional. A crise demográfica, porventura o maior problema do regime democrático, merece a sua maior atenção. Além de uma reforma do Estado social, Pedro Lomba defende uma resposta transversal que envolva o mercado de trabalho, incentivos fiscais e sociais e parcerias com instituições não públicas."

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