quarta-feira, 9 de abril de 2014

Expliquem-nos como foi, mostrem-nos como é


O BPN emprestou 93.810 euros à distrital do PSD de Aveiro, terra natal de José Oliveira e Costa, líder histórico do BPN, mas omitiu este financiamento  à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP. O financiamento aparece apenas nas contas da estrutura de Aveiro do PSD e agora também no acórdão do Tribunal Constitucional (TC) sobre as contas de 2009 dos partidos políticos. Temos, portanto, fortes indícios de uma falha de comunicação: o BPN não enviava, o PSD também não podia reportar. Azar dos azares, reportou. E agora há questões que ficam por responder. Que responsável deste BPN já nacionalizado terá autorizado o empréstimo e com que garantias e condições? Que contrapartidas pessoais, políticas ou outras, o terão recompensado pelo gesto? Alguém que os ponha a responder. Uma auditoria minuciosa que revele se este foi caso único ou se houve outros. É a  nossa democracia que exige sabê-lo.

Vagamente relacionado: A Telles de Abreu e Associados é mandatária da Parvalorem no resgate judicial de créditos e ativos tóxicos do BPN. Mas também representa a ex-Sociedade Lusa de Negócios, agora chamada Galilei, grupo que foi dono do banco presidido por Oliveira e Costa. Eis a história de um escritório de advogados que, ao mesmo tempo e num escaldante caso, consegue estar nos dois lados da barricada.
Ainda mais vagamente: O Bloco de Esquerda propôs que os deputados à Assembleia da República passem a estar abrangidos por um regime de exclusividade. Administradores, gestores, consultores ou advogados e deputados? Incompatível, querem os bloquistas. Os 230 deputados ao Parlamento teriam assim de suspender actividade enquanto ambicionassem representar os eleitores. O líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, desafiou todos os partidos a votarem favoravelmente esta alteração legislativa, a bem da “transparência da vida democrática e do sistema político” que tem permitido diversos conflitos de interesses. Uma “requalificação da democracia” que impediria que um deputado esteja “de manhã num escritório de advogados a defender interesses privados e à tarde a fazer as leis que servem esses interesses”.

1 comentário:

fb disse...

O BPN emprestou 93.810 euros à distrital do PSD de Aveiro, terra natal de José Oliveira e Costa, líder histórico do BPN, mas omitiu este financiamento à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP. O financiamento aparece apenas nas contas da estrutura de Aveiro do PSD e agora também no acórdão do Tribunal Constitucional (TC) sobre as contas de 2009 dos partidos políticos. Temos, portanto, fortes indícios de uma falha de comunicação: o BPN não enviava, o PSD também não podia reportar. Azar dos azares, reportou.. E agora há questões que ficam por responder. Que responsável deste BPN já nacionalizado terá autorizado o empréstimo e com que garantias e condições? Que contrapartidas pessoais, políticas ou outras, o terão recompensado pelo gesto? Alguém que os ponha a responder. Uma auditoria minuciosa que revele se este foi caso único ou se houve outros.