quarta-feira, 12 de março de 2014

O mundo ficou menos pobre




Diz que "não cabe aos bispos comentar a política" e não querer que a sua voz seja mais uma na "balbúrdia das opiniões". E diz isto depois de, entre outras observações completamente apolíticas, dizer que as manifestações e o povo a governar, a partir da rua, resultam na “corrosão daharmonia democrática” em Portugal, que “não se resolve nada contestando, indo para grandes manifestações” e, tão pouco, “com uma revolução”, que “a democracia faz-se vencendo etapas como estas”, que “existem sinais positivos", que "estes sacrifícios levarão a resultados positivos” e que “a arte política é embrulhar esse caminho (...), promovendo a equidade”, SE POSSÍVEL, protegendo os mais desfavorecidos e que, nesse capítulo, “a Igreja tem uma palavra”. Uma palavra diferente de impostos. A Igreja Católica continua isenta, apesar do seu vastíssimo património, apesar de ser o maior proprietário imobiliário do país e apesar do somatório dos impostos que não paga ter um valor muito superior ao das migalhas que distribui a título de esmola. O senhor Cardeal José Policarpo não se mete em política, mas, não vá o diabo tecê-las, sabe que manda a divina prudência que sustente a clemência do misericordioso Gaspar com o maná da mansidão do seu rebanho. A Igreja é a casa dos pobres, sem pobres fica vazia. (12 de Outubro de 2012)

O cardeal patriarca de Lisboa falava ontem à noite no auditório do Casino da Figueira da Foz quando deixou um alerta às jovens portuguesas para o “monte de sarilhos” em que se podem meter se se casarem com muçulmanos: “Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam.” Fátima Campos Ferreira ainda lhe perguntou se não estaria a ser intolerante, mas a questão teve como resposta um não complementado com "eu sei que uma jovem europeia de formação cristã, a primeira vez que vai para o país deles é sujeita ao regime das mulheres muçulmanas, imagine-se lá”, reforçando a sua convicção dizendo conhecer “casos dramáticos”. (...) (14de Janeiro de 2009)

Hoje, 12 de Março de 2013, Morreu D. José Policarpo. O mundo ficou menos pobre.

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