quinta-feira, 20 de março de 2014

74 mais 74, 148.

Melão
É a exposição pública internacional da irresponsabilidade e falta de patriotismo do arco da subserviência que começa em Belém, prossegue pelo Governo e pela maioria que o suporta e termina no maior partido da oposição, bem como de todos os seus homens de mão que, como eles, recusaram a ideia de renegociar a dívida, preferindo condenar o seu povo ao empobrecimento e ao declínio constante nas próximas décadas. São novamente 74 personalidades, desta vez estrangeiras, que agora se vêm juntar às 74 personalidades portuguesas que, na semana passada, publicaram um manifesto a defender a reestruturação da dívida pública nacional e a inflexão da austeridade. São economistas de várias correntes e nacionalidades, muitos com cargos de relevo em instituições internacionais como o FMI, editores de revistas científicas de economia e autores de livros e ensaios de referência na área e assinam um documento – com um conteúdo muito semelhante ao manifesto promovido por João Cravinho, que foi assinado pelos nossos 74. Neste novo manifesto, os 74 economistas estrangeiros dizem apoiar “os esforços dos que em Portugal propõem a reestruturação da dívida pública global, no sentido de se obterem menores taxas de juro e prazos mais amplos, de modo a que o esforço de pagamento seja compatível com uma estratégia de crescimento, de investimento e de criação de emprego”. E outra vez 74. Cavaco Silva tem mais um consenso a passar-lhe diante do nariz. Pedro Passos Coelho e os seus camilos têm toda "esta gente" para insultar". E António José Seguro tem novamente à perna aquela velha questão que teima em persegui-lo para onde quer que vá: "mas que raio de oposição é a tua, ó meu?" Para todos eles, se a 74 vozes já se ouvia perfeitamente, a 148 não têm como não ouvir: tenham vergonha.


Texto e signatários aqui.
(editado)

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