sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Mais um final feliz



Submarinos. Regressaram às notícias a meio desta semana por ter sido publicado no Diário da República um ajuste directo assinado pelo ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco, a contratar a manutenção do submarino Tridente à empresa alemã que o construiu, permitindo que esta gaste até cinco milhões de euros, sem impostos, numa “pequena revisão” que terá de ser realizada no primeiro semestre deste ano. O limite máximo para o procedimento ajuste directo é 75 mil euros. E voltam a marcar presença hoje, com a notícia da absolviçãode todos os dez arguidos no processo das contrapartidas do contrato de aquisição dos mesmos dois submarinos firmado pelo então (2004) Primeiro-ministro Durão Barroso e pelo Ministro da Defesa Paulo Portas. O primeiro indício da absolvição hoje tornada pública foi a não inclusão de nenhum dos dois no rol de acusados. A recta final de mais esta absolvição incluiu um despacho no qual a juíza do processo se recusou a ouvir mais cinco testemunhas, conforme requerido pelo Ministério Público. Fez muito bem. Os dez já estavam absolvidos e os dois nem sequer foram julgados. A desconfiança que alimenta o abstencionismo que garante vidas sossegadas a estadistas impolutos voltou a ser alimentada com mais um final feliz. O crime recompensa-os duas vezes. Pelo menos.


Cenas das próximas absolvições: A Caixa Geral de Depósitos (CGD) anunciou esta sexta-feira à tarde que os prejuízos atingiram os 576 milhões de euros no ano passado, um trambolhão  de 45,8% face aos resultados também negativos de 395 milhões de 2012. Ontem, o Banco Espírito Santo (BES)  apresentou um prejuízo de 517,6 milhões de euros em 2013, depois de ter fechado 2012 com lucros de 96,1 milhões. No dia anterior foi a vez do BCP apresentar um resultado negativo em 2013 de 740,5 milhões. , que somam às perdas superiores a 1200 milhões de euros registadas em 2012 e ao prejuízo de 786 milhões de 2011. No final de 2009, o BCP tinha concentrados em apenas seis ilustres clientes créditos de 3,5 mil milhões de euros, o equivalente, nessa data, a aproximadamente 80% da capitalização bolsista do banco, cuja cotação entretanto se desvalorizou mais de dez vezes.

1 comentário:

Anónimo disse...

Não faria sentido condenar 10 elementos do gang e deixar os cabecilhas em paz.
Portanto, nada mais natural que os deixar ir em liberdade.