domingo, 23 de fevereiro de 2014

O Congresso dos consensos


1. Miguel Relvas foi o escolhido por Pedro Passos Coelho para número 1 do Conselho Nacional do PSD. O consenso interno reforçou ainda mais a sua ala tecnoforma.

2. Mal Passos Coelho anunciou Paulo Rangel como cabeça de lista às europeias, este desafiou o PS a revelar quem encabeçará a sua. Preocupação mais do que natural, não fosse Francisco Assis o nome mais falado. Caso se confirme o temor de Rangel, e confirmou-se pouco depois, nunca como nas próximas europeias o eleitorado de direita estará tão hesitante entre duas candidaturas.

3. E é este o consenso que falta atingir. Os desafios ao PS para um pacto de regime que enterre de vez o Estado social que fomos construindo a partir da revolução de Abril sucederam-se ao longo de todo o Congresso.

4. Durante todo o fim-de-semana, rádios e televisões bombardearam os espectadores com directos em simultâneo e resumos sobre o Congresso. Nas redes sociais, os seus utilizadores foram dando os seus contributos para ampliar a importância do evento. Mais um consenso. Arre, que é demais. Impossível ficar em casa. Até amanhã.

2 comentários:

kALWMANDA disse...

Uma vez mais fica provado a mão da maçonaria neste País...

Alexandre de Castro disse...

Na falta de melhores argumentos, que espicaçassem os ânimos das desmoralizadas hostes alanjaradas, o PSD transferiu a prioridade do anúncio dos cabeças de lista às eleições europeias para o campo da competição desportiva, como se a questão de ver quem chegava primeiro à meta fosse na realidade importante, num país assolado por uma devastadora crise e que ainda não conseguiu descortinar as melhorias que as lideranças do poder anunciam aos quatro ventos. Trata-se de um perverso discurso político, ornamentado de banalidades, que tem por objetivo esconder o lamaçal em que vivem os portugueses.