quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Hoje devia ser feriado nacional



Decorria o reinado de D. José I, quando, em 12 de Fevereiro de 1761, faz hoje precisamente 253 anos, a escravatura foi abolida pelo Marquês de Pombal na Metrópole e na Índia, embora  os primeiros escravos tenham sido libertados apenas em 1854, os do Estado, e os escravos da piedosa Igreja tenham tido de esperar até 1856. O processo concluiu-se com a lei de 25 de Fevereiro de 1869, que proclamou definitivamente a abolição da escravatura em todo o Império Português até ao final de 1878. Portugal ter sido dos primeiros países a abolir a escravatura não nos enche de orgulho. Ninguém se orgulha do que já não se quer lembrar. Olhamos para o calendário, vemos feriados dedicados ao imaginário católico mas nem o 12 nem o 25 de Fevereiro vêm assinalados nessa qualidade. O que não se recorda cai rapidamente no esquecimento. Se os feriados ainda servem para que cada povo saiba quem é e de onde vem, factor essencial para projectar para onde quer caminhar, o dia de hoje devia ser feriado nacional. A reintrodução crescente de novas formas cada vez mais sofisticadas de escravatura dos dias que correm justificam-no hoje mais do que nunca.


1 comentário:

fb disse...

Decorria o reinado de D. José I, quando, em 12 de Fevereiro de 1761, faz hoje precisamente 253 anos, a escravatura foi abolida pelo Marquês de Pombal na Metrópole e na Índia, embora os primeiros escravos tenham sido libertados apenas em 1854, os do Estado, e os escravos da piedosa Igreja tenham tido de esperar até 1856. O processo concluiu-se com a lei de 25 de Fevereiro de 1869, que proclamou definitivamente a abolição da escravatura em todo o Império Português até ao final de 1878. Portugal ter sido dos primeiros países a abolir a escravatura não nos enche de orgulho. Ninguém se orgulha do que já não recorda. Olhamos para o calendário, vemos feriados dedicados ao imaginário católico mas nem o 12 nem o 25 de Fevereiro vêm assinalados nessa qualidade. O que não se recorda cai rapidamente no esquecimento. Se os feriados ainda servem para que cada povo saiba quem é e de onde vem, factor essencial para projectar para onde quer caminhar, o dia de hoje devia ser feriado nacional. A reintrodução crescente de novas formas de escravatura dos dias que correm justificam-no hoje mais do que nunca.