segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

As pupilas do senhor Reitor


“O Ministério das Finanças, sem nenhuma decisão do Conselho de Ministros, tirou-nos mais 30 milhões” diz o Reitor da Universidade de Lisboa em emtrevista ao Público. Há uma palavra que utiliza para descrever como foram decididos os cortes no orçamento das universidades: “Insólito.” E é realmente insólito que só agora tenham reparado num corte que já aconteceu há vários meses, ali algures entre Outubro e Novembro, sem reacção que se visse. Um pouco antes, recordo, os reitores andavam entretidos a reivindicar o direito a prever receitas próprias de valor superior ao do ano imediatamente anterior. Uma virtualidade, como então referi. Esqueceram-se das receitas de OE e não fizeram caso dos cortes brutais que lhes foram sendo comunicados pelos serviços. Acordaram agora. E a semana começa com uma notícia de há mais de 3 meses.

Vagamente relacionado: «(…) Releio agora a entrevista do Presidente da FCT ao jornal PÚBLICO, de há uma semana. Ouço-o, mais uma vez, na audição parlamentar em que esteve com a Secretária de Estado da Ciência, Leonor Parreira, em finais de dezembro passado. Recordo, entretanto, a audiência que me concedeu há quinze dias. E olho para as duas cartas de recomendação que acabo de escrever para jovens investigadores do CECS, ambos recém-doutorandos, com bolsas de pós-doutoramento recusadas, mas que concorrem agora a lugares abertos, um pela Universidade de Boston, outro pela Universidade de Dresden. E penso, deveria ser permitido puxar da pistola, quando do Governo ou da FCT nos viessem falar de qualidade e de excelência, de ligação às empresas, de empreendedorismo, de competitividade e de produtividade. Porque é criminosa uma política científica que não tem pensamento nem cultura, que não tem conhecimento nem consciência.(…)» – Moisés de Lemos Martins (ler na íntegra) .

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