sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Aqueles franceses só podem estar loucos


Pela primeira vez desde que foi eleito Presidente de França, o índice de confiança em François Hollande é inferior a 20%. De acordo com o barómetro TNS Sofres/Sopra group/Le Figaro Magazine, o Presidente francês perdeu três pontos percentuais no índice de confiança para 19%, enquanto os cidadãos que não confiam em Hollande aumentaram dois pontos percentuais para 78%. Esta é a primeira sondagem TNS Sofres desde a conferência de imprensa de François Hollande a 14 de Janeiro, durante a qual assumiu abertamente um posicionamento político social-liberal (e não social-democrata, como se lê aqui). Curioso contraste. Hollande em mínimos em França e o discípulo António José Seguro em máximos em Portugal. Das duas, uma: ou os franceses estão doidos, ou então são os portugueses que andam a dormir. Desempata o facto dos franceses já terem tido oportunidade de comprovar quanto vale o seu "socialista" de serviço.

No fim-de-semana passado, numa daquelas tiradas que têm como única finalidade evitar que o silêncio o faça cair no esquecimento, António José Seguro apontou o seu dedo acusador para as promessas eleitorais quebradas pelos últimos quatro preferidos dos portugueses. Quem não sofra de falta de memória, e são os próprios camaradas de partido que dizem que Seguro voltou a mostrar que tem memória selectiva, será obrigado a dar-lhe toda a razão no que disse sobre a tradição eleitoral do tal arco das promessas ao vento. E a constatar outra evidência importante: António José Seguro está num patamar muito acima de Pedro Passos Coelho, de José Sócrates, de Durão Barroso, de António Guterres e até do próprio Hollande. Ao contrário de todos eles, António José Seguro não precisa de prometer nada, de dizer que projectos tem para o país, de se comprometer com o que quer que seja. É só deixar o tempo correr. O poder acabará por cair-lhe nas mãos. De podre? Dá-lhe igual. 

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