quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Um escravo do saber

“Lembro-me que tinha saído de casa com Portugal a perder por 3-0 e fui ouvindo pelas ruas da Covilhã, enquanto ia para a escola, gritos de alegria, através das janelas (…), pelos golos de Portugal. E cheguei à escola e já Portugal ganhava – e foi uma explosão de alegria na escola”. José Sócrates sobre um jogo, o Portugal-Coreia do mundial de 1966,que foi disputado a meio da tarde de 23 de Julho desse ano, um Sábado de umas férias grandes que começavam em Junho. Anos mais tarde, este hábito de ir para a escola com esta de portas fechadas havia de produzir uma licenciatura ao Domingo, dia igualmente consagrado ao descanso em todas as universidades do país. São homens destes, que sacrificam férias, fins-de-semana e fins-de-semana em férias na sua luta constante para adquirir novas competências, que o país precisa para dar a volta a isto. Não surpreende, pois, que tenham tantos admiradores que, semana após semana, os ouvem com justificada avidez. Eles são escravos do saber.

7 comentários:

Gi disse...

LOL!
Se ninguém o ouvisse não haveria ninguém para contar esta história que confirma que ele não muda: mente compulsivamente.

Anónimo disse...

Pois é, parece que afinal a ingenuidade tambem produz escravos do saber. O ódio a determinadas figuras embota o discernimento. Cuidado com as manipulaçoes, caro autor. Abater o sócrates é um objetivo do governo que não faria nenhuma especie à atual lideranca do PS.

Filipe Tourais disse...

Pois não percebo o seu comentário. Ou Por favor aponte no texto as manipulações que refere sem concretizar.

Anónimo disse...

Ora essa, a manipulaçao existe a montante do seu texto, na criação do facto "sócrates mentiu". Como é evidente pelo que se soube entretanto, Sócrates não mentiu. É um problema dos blogues numa sociedade em que os factos sao criados e recriados para serem mediatizados, neste caso ao serviço da luta politica. Voce foi apanhado no meio a disparar frases categoricas sem saber o que estava atras da cortina. Acontece-nos a todos, não ha que dramatizar.
Alvaro

Filipe Tourais disse...

A montante do meu texto não fui eu quem o escrevi, caro Álvaro. Parece-me que quem foi apanhado com o paleio muito bem decorado não fui eu.

João Roque disse...

Acontece que nessa altura, embora já não houvesse aulas, havia exames orais ainda a decorrer até finais de Julho.
Sou da Covilhã e recordo-me perfeitamente que uma irmã minha fez oral na altura da transmissão de um jogo de Portugal no Mundial de 1966.
É apenas uma eventual explicação para Sócrates ir à escola...

Filipe Tourais disse...

Vocês são tão amigos do Sócrates que até lhe arranjam explicações diferentes da dele. Ele disse que foi jogar futebol. Disse, como diz tantas outras.