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O general na reserva Bento dos
Santos Kangamba, casado com uma sobrinha do Presidente José Eduardo dos Santos,
tem ordem
de prisão no Brasil e o nome na lista de procurados na Interpol. Kangamba está acusado de gerir uma rede de tráfico de
mulheres do Brasil não só para Angola, que seria o principal destino, mas
também para Portugal, África do Sul, e Áustria, segundo o diário brasileiro
Estado de São Paulo. Como de costume quando algum bandido da elite angolana tem
problemas com a Justiça de outro país, com a justiça angolana há tudo menos problemas,
um porta-voz de Kangamba desmentiu as acusações e diz que estas visam “atingir
e caluniar outras personalidades”, cita a agência Angola Press. A notícia nada diz
sobre eventuais consequências sobre a parceria existente entre Angola e o Brasil.
Esse tipo de ameaças é tratamento reservado para aquela espécie de estadistas que anda sempre
com os joelhos sujos, quando não também as mãos.
«Álvaro Costa tem uma fábrica de
peúgas em Barcelos e não diz que exporta "strumpor" para a Suécia.
Diz "peúgas". Homem simples, ele não fala sueco e inglês pronuncia
mal. Se calhar, Álvaro Costa também não lê jornais económicos, daqueles que
explicam os swaps, assim: "No fundo é como no casino. Apostamos no
vermelho mas às vezes sai o preto." Ora quem vai ao casino sabe onde
entra, há luzinhas à porta a apagar e a acender. Mas, em 2008, quando o gerente
de um banco falou ao fabricante de peúgas, não trazia na cabeça luzinhas a
apagar e a acender. O bancário propôs um "contrato swap", o que ficou
entendido como trocar para taxa fixa os juros do empréstimo que o empresário
fizera. Troca, pensou este, dentro de um risco razoável entre gente séria. Mas
veio a crise e Álvaro Costa descobriu que, afinal, até era mais do que roleta,
era jogar a vermelhinha com aldrabões: "Eu ainda hoje não percebo muito
bem o que é um contrato suópi", diz. Ignorante? Sim, como todos, até a
nossa ministra das Finanças, que também fez swaps (ela pronuncia bem) sem
calcular o risco todo. Mas se Álvaro Costa era ignorante em swaps, não era
tanso. Pagou os juros que o banco lhe pedia, mas meteu-o em tribunal. Ganhou. O
Supremo anulou o contrato e obrigou o banco a devolver o abuso. Infelizmente,
os sapateiros que subiram acima do chinelo e chegaram a ministros não têm, com
o nosso dinheiro, o mesmo interesse que o fabricante de peúgas tem com o dele. [Guardam todo o seu zelo para o dinheiro dos amigos a quem fizeram o favor de comprar o lixo]»
– Ferreira Fernandes, no
DN.