O Governo acaba de anunciar a sua “reforma do IRC”:
a taxa vai descer no próximo ano de 25% para 23% e continuará a ser reduzida até
aos 17 ou 19% em 2016. Em entrevista à Lusa, ontem,
o Bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas explicou que isto não é nenhuma
reforma do IRC e sim uma alteração que apenas irá beneficiar os grandes grupos económicos
à custa das PME, que irão pagar mais imposto. Os grandes a pagar menos, os pequenos
a pagar mais, o salário mínimo sem actualizações pelo terceiro ano consecutivo,
cortes salariais generalizados na função pública tornarão definitivo o que era provisório, os impostos sobre os rendimentos do trabalho novamente agravados,
a TSU sobre as reformas da Administração Pública e sobre as pensões de sobrevivência.
Os pequenos a pagar e cada vez mais pequenos, os grandes a enriquecer e cada vez
mais donos de tudo. A reconfiguração social sobre a qual escrevi
aqui é a marca desta governação criminosa.
Vagamente relacionado:
O ministro
da Administração Interna, Miguel Macedo, proibiu nesta segunda-feira a
manifestação que a CGTP mantém marcada para a Ponte 25 de Abril no sábado,
invocando uma vez mais alegados e originais motivos de segurança. Resposta sensata da CGTP no dia seguinte, ao decidir evitar confrontações sem
qualquer utilidade com a polícia, resolvendo que a travessia se fará
em autocarro e não a pé.
