Quando o ridículo que é imagem de
marca deste Governo chega a cúmulos inimagináveis, eles mostram que conseguem ser ainda mais ridículos.
Quem diria que um dia haveria de ver um Primeiro-ministro de cócoras a rogar publicamente
ao seu exército de comentadores que se esforcem ainda mais do que até aqui na sua
tarefa de branquear uma governação criminosa? “Pedro Passos Coelho apelou, nesta
terça-feira, aos economistas e intervenientes na opinião pública a
envolverem-se no debate de forma a "não criar um choque de expectativas,
que comprometeria os méritos e os sucessos" do programa de ajustamento
financeiro”. Mas que méritos, que sucessos e que ajustamento financeiro? Pedro Passos
Coelho e o seu Governo não fizeram mais do que enriquecer grandes grupos económicos
e clientelas crónicas do centrão à custa do empobrecimento generalizado de todaa restante população portuguesa, destruir o país e alienar a preço de amigos património
que era de todos e passou a ser pertença de um grupo bastante restrito com ligações
ao poder. Esta riqueza feita de toda a pobreza que generalizaram, a miséria, a fome
e a emigração em massa estão aí para toda a gente ver, por mais que se esforcem
os seus amansadores de serviço. Pedro Passos Coelho sabe que a sua hora está a chegar.
E que a História, eles esforçam-se
para que apenas a História, há-de julgá-los.
Vagamente relacionado:
Os portugueses que perderam o emprego durante esta crise e depois conseguiram
encontrar outro trabalho tiveram de se sujeitar, em média, a uma redução
salarial de 11%, equivalente a 110 euros, revelou esta terça feira o Banco de
Portugal, no Boletim
Económico de Outono.
Ainda mais vagamente:
A nova tabela salarial da função pública, que está a ser preparada pelo
Governo, deverá aplicar, em 2014, um novo corte global de
cerca de 5% nos salários dos funcionários públicos, isto depois de terem sido
postos a trabalhar gratuitamente mais uma hora por dia, isto depois de terem perdido
direito a salário nos primeiros três dias de baixa médica, isto depois do salário lhes ter sido cortado entre 3,5 e 10%, isto depois de lhes
terem confiscado subsídios de férias e de Natal e isto depois de lhes terem aplicado um corte de entre 3,5 e 5%, ainda no tempo de Sócrates, que também lhes desmantelou as carreiras e aboliu as promoções e as progressões.
E tudo a ver com: ver aqui como Miguel Beleza não perdeu tempo a corresponder ao apelo do chefe. A táctica é a do costume, pôr portugueses contra portugueses: Miguel Beleza manifestou-se contra a TSU das viúvas para a seguir defender que há professores e juízes a mais e que há privilégios inadmissíveis nas Regiões Autónomas, onde as pessoas vivem num luxo pago pelos continentais. No ar fica a indicação de que a TSU das viúvas foi uma medida avançada para desviar as atenções enquanto for necessário e depois deixar cair no momento mais oportuno.
