O vice-primeiro-ministro Paulo
Portas alegou nesta segunda-feira que os cortes nas pensões de sobrevivência não
estavam “desenhados” na passada quinta-feira quando, juntamente com a
ministra das Finanças, apresentou os resultados das 8.ª e 9.ª avaliações da troika
e anunciou algumas medidas do Orçamento do Estado para 2014. Isto teria um de dois
significados, nenhum melhor do que o outro: ou Paulo Portas e a sua ajudante swap mentiram outra vez,
o que não seria novidade nenhuma, ou o Governo teve assim uma ideia, e também não
é novidade que esta garotada governa consoante a direcção das brisas da sua flatulência
mental. Porém, reparando na argumentação do nosso irrevogável submarino, nota-se
uma enorme preocupação em enumerar todas as diferenças possíveis entre os cortes
nas pensões de sobrevivência, com as quais se preparam para desafiar novamente o
Tribunal Constitucional por apenas 100 milhões de euros, e a TSU sobre as pensões,
medida que não conseguiram implementar porque os portugueses se uniram e saíram
à rua a 15 de Setembro do ano passado. Eles estão com medo de voltar a tremer no
próximo dia 26 de Outubro, é o que se vê nesta comunicação estapafúrdia. Eles lembram-se bem como Vítor Gaspar quase caiu com o abanão desse 15 de Outubro que agora se reedita. Já começaram a abanar outra vez.
Vagamente relacionado:
O Sistema de Segurança Interna deu um parecer técnico desfavorável à
realização, a 19 de Outubro, de uma marcha de protesto organizado pela CGTP cujo
itinerário inclui a ponte 25 de Abril, alegando diversos
riscos de segurança. Caberá agora ao Ministro autorizar ou não autorizar a manifestação contra as políticas do seu Governo.
Ainda mais vagamente:
Os trabalhadores da Direcção-Geral do Orçamento (DGO) vão estar em greve nos três
dias anteriores à data-limite para a apresentação do Orçamento do Estado
para 2014 na Assembleia da República.
E quase, quase, quase nada a ver com: O ex-ministro grego
Akis Tsochatzopoulos (PASOK) foi condenado
a 20 anos de prisão nesta segunda-feira por um tribunal de Atenas. Em causa
está uma acusação de branqueamento de capitais no âmbito de contratos de aquisição
de armamento (submarinos, tanques e outras compras irrevogáveis) assinados
entre 1997 e 2001, de acordo com a AFP.

