O Bloco de Esquerda só atingiu um
dos quatro objectivos que tinha definido para as eleições autárquicas do
passado domingo e os resultados conseguidos pelo partido “ficaram muito aquém
das expectativas”, admite a comissão política nacional do partido pela voz de João
Semedo, para depois dizer que não vê qualquer razão” para pôr em causa a
coordenação, a direcção ou a sua estratégia política. É realmente decepcionante
verificar como a coordenação do Bloco olha para um resultado eleitoral que se salda
em cerca de 120 mil votos, menos 70 mil do que o número de votos brancos, e não
vê nada de errado na sua estratégia. Ainda mais quando o único objectivo atingido
é a derrota do jardinismo na Madeira por uma coligação na qual o Bloco participou sem qualquer espécie
de protagonismo. Está tudo muito bem assim e não poderia ser diferente. Isto lembra-me
alguém. Um falecido.
- Ao final do dia: o PSD marcou eleições directas para a liderança do partido para Janeiro e Congresso para Fevereiro. Apesar de está no Governo, o PSD fez o que se impõe após um desaire eleitoral com proporções épicas. Quem diria que o dia de João Semedo e Catarina Martins iria terminar assim, com o PSD a mostrar-lhes como se faz. E sim, é uma ironia do destino, mas é assim que se faz.
