No Expresso
dizem-nos que Cavaco quer voltar àquela brincadeira dos consensos a que
assistimos em Julho, logo a seguir à demissão mais irrevogável da História de
Portugal. No Público
é Passos Coelho que aparece a representar o número do "os Governos
anteriores é que têm a culpa" para ganhar balanço e ameaçar com as
consequências de uma nova crise política. Noutro
artigo, Poiares Maduro fala na necessidade de continuar a distribuir
sacrifícios tão equitativamente como até aqui para evitar um segundo resgate que "neste
momento" – ontem à noite – garante não ser necessário graças à "credibilidade de Portugal lá
fora". E, mesmo estando na China, teve que ser o especialista em assuntos
constitucionais António Mexia a dar uma entrevista
à TSF ou então nunca perceberíamos sobre o que é que a garotada
estava afinal a falar. O aumento do horário de trabalho na função pública sem
qualquer acréscimo salarial entra em vigor no próximo Sábado e o veredicto do
Tribunal Constitucional há-de estar para aí a rebentar. Tanto basqueiro para não
confessarem que estão borradinhos de medo de não resistirem ao sexto chumbo do Tribunal
Constitucional. Os meninos sabem que fizeram asneira da grossa outra vez. E são
quase horas do pai chegar a casa. Arranjaram-na boa. Desta vez é que vai ser bonito.
Vagamente relacionado:
sobre a credibilidade de Portugal "lá fora,: um ano e meio depois a Rai
Tre voltou a Portugal. Desta vez, além de um país entristecido, feito de
contrastes entre pobres e ricos, a estação de televisão italiana diz ter
encontrado um país desiludido, sem esperança e, muitas vezes, sem ter o que
comer (vídeo
aqui).
Ainda mais vagamente: Pedro Passos Coelho sustentou neste sábado que medidas como os cortes nas pensões da função pública, uma inconstitucionalidade grosseira, são decisivas para Portugal evitar um novo pedido de ajuda externa.
Ainda mais vagamente: Pedro Passos Coelho sustentou neste sábado que medidas como os cortes nas pensões da função pública, uma inconstitucionalidade grosseira, são decisivas para Portugal evitar um novo pedido de ajuda externa.
