sábado, 14 de setembro de 2013

Olha a retoma


O número de desempregados inscritos nos centros de emprego voltou a aumentar em Agosto. São agora mais 3,2% (21.600 pessoas) do que em Agosto de 2012 e mais 1% (quase 7000 pessoas) do que no mês anterior. Os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) dão conta de 695.065 desempregados registados no último mês, dos quais 321 mil não encontravam trabalho há um ano ou mais tempo, o que corresponde a um aumento de 23,6% relativamente a Agosto do ano passado. A crise já se tinha ido embora. Convido-os a clicarem aqui e a verificarem com os vossos próprios olhos a trabalheira que dá extrair a informação que atrás sintetizei. O autor deste artigo sabe que Nem toda a gente se dá a esse trabalho. A crise continua a ir-seembora ainda que o número de desempregados aumente tanto num mês em que até o efeito de sazonalidade teve vergonha de colaborar com a propaganda do Governo. Quem escreveu o artigo teve apenas vergonha de o assinar. Assinou "Público".

Onde andará o Ministério Público?


A Direcção-Geral dos Arquivos entende que os papéis de trabalho  que estavam associados a auditorias realizadas às contas e aos derivados subscritos por quatro empresas públicas e que a Inspecção-Geral de Finanças (IGF) destruiu ao fim de três anos deveriam ter sido conservados por 20 anos, três anos de fase activa e outros 17 de fase semi-activa", em arquivos intermédios, como prevê a portaria que regulamenta a gestão documental neste organismo. A entidade que supervisiona os arquivos do Estado também não foi notificada da eliminação dos documentos, apesar de se tratar de um procedimento que considera "obrigatório". Nada de novo, portanto. O inquérito criminal ao sucedido e o julgamento do crime de destruição de provas de outros crimes que custaram a todos os portugueses vários milhares de milhões de euros continua em falta. O Ministério Público insiste em não dar sinais de vida. Devem ser as férias judiciais.