Ainda há pouco falávamos nele. O
Ministério Público pediu nesta terça-feira penas suspensas para todos os
arguidos do caso BCP e uma indemnização não inferior a dez
milhões de euros para Jardim Gonçalves, ex-presidente do banco, avançou a
SIC Notícias. As indemnizações exigidas aos restantes administradores do banco,
Filipe Pinhal, Christopher de Beck e António Rodrigues, não devem ser
inferiores a três milhões de euros, revelou o canal de informação. O Ministério
Público defendeu que os arguidos “agiram de forma concertada” no crime de
manipulação do mercado, veiculando informação falsa sobre a liquidez, os
resultados e diversos indicadores da instituição financeira de modo a
sobrevalorizar acções e ocultar perdas através de sociedades offshore, tudo crimes que o MP deu como provados. E não pediu pena de prisão efectiva, um cenário que fica assim descartado. O gang do BPN há-de estar também a respirar de alívio. Quando muito, a delinquência
banqueira é punida com a devolução de apenas uma ínfima parte dos montantes arrecadados.
O BCP recebeu do Estado no ano passado uma injecção de 3 mil milhões de euros que
todos estamos a pagar. Com juros.
Vagamente relacionado:
o BCP deverá reduzir em 20% o número de trabalhadores e de sucursais até 2017,
o que significa menos 1200 funcionários e quase uma centena de balcões face a
2013, segundo a apresentação
a investidores enviada ao regulador do mercado.
