Uma redução de 51 mil vagas, menos 40419 candidatos,
apenas 37415 alunos colocados, o número mais baixo de candidatos ao ensino superior
dos últimos anos e o quarto menor de colocações desde 2003. As universidades viram
a sua taxa de ocupação cair 4 pontos percentuais, de 91 para 87 por cento, e nos
politécnicos a queda foi ainda maior, de 61 para apenas 55%. Cerca de 30% dos 1090 cursos superiores receberam dez ou menos alunos e em 66 deles não foi colocado um único aluno. Portugal está muito
abaixo da média europeia na percentagem de população com formação superior e os
números sugerem uma tendência para que esse fosso se alargue ainda mais. E como
é que a notícia aparece em toda a imprensa? "Mais candidatos conseguem colocação à primeira"e 60% são colocados na sua primeira opção". Como se vê, não há problema absolutamente nenhum. Isto é como ir ao cinema: como a fila era menor, quase toda a gente conseguiu lugar e muita gente o lugar que quis. E nadinha a ver com falta de dinheiro para comprar bilhetes. António Rendas, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, diz não acreditar que a crise esteja a inibir as famílias de colocarem os seus filhos no ensino superior — “Os mecanismos da acção social escolar estão todos orientados para que isso não aconteça.” Orientados, têm que estar, mas e o dinheiro chega para todos? É Domingo, não serei eu a estragar esta fita cor-de-rosa. Entra pelos olhos dentro.
O caluniador
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Esta noite, após ter visto a sua equipa perder contra um modesto
onze açoriano no estádio da Luz com quatro golos sofridos, algo que não
acontecia desde ...
Há 48 minutos
