quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Reflexões a pedido


Acaba de ser divulgada a moção que servirá para renovar a liderança de Paulo Portas no CDS. Apela o nosso irrevogável à reflexão necessária em torno das três ameaças de bancarrota que a nossa Constituição não conseguiu evitar. É para já, chefe! Não é na nossa Constituição que figura a proibição que impede o BCE de emprestar aos Estados a liquidez barata que empresta ao sector financeiro. Não é na nossa Constituição que está inscrita a regra do tecto de 3% para os défices orçamentais que, conjuntamente com a proibição anterior, fazem países como Portugal presas fáceis desta agiotagem que o BCE alimenta, entre outros motivos, também para criar as condições ideais para implementar a agenda política de reconfiguraçãosocial que os últimos Governos vêm executando tão galhardamente à revelia da CRP. E não é a nossa Constituição que decidirá por nós se continua a haver alguma vantagem que justifique permanecer numa moeda única comprovadamente acima das nossas possibilidades de desenvolvimento enquanto sociedade e enquanto economia.

Por outro lado, e já que é Portas que toca no assunto CRP, era o que nos faltava agora que fosse a nossa Constituição a proibir os negócios submarinos que vêm enriquecendo alguns governantes e produzindo financiamentos partidários  à Jacinto Leite Capelo Rego. Para isso existe o Código Penal. Complementa-o a falta de meios e o exército de profissionais da gaveta que na Justiça trabalham para rentabilizar o emaranhado processual tricotado pelo arco dos negócios para produzir as legalidades, inconclusões  e prescrições que continuam a garantir muito boas vidas a tantos moralistas impolutos. Quem não os conhecer que lhes compre os missais. E o pior é que ainda há muito boa gente que o faz. Isto, sim, é que deveria ser objecto da mais profunda reflexão.

 

2 comentários:

fb disse...

Por outro lado, e já que é Portas que toca no assunto CRP, era o que nos faltava agora que fosse a nossa Constituição a proibir os negócios submarinos que vêm enriquecendo alguns governantes e produzindo financiamentos partidários à Jacinto Leite Capelo Rego. Para isso existe o Código Penal. Complementa-o a falta de meios e o exército de profissionais da gaveta que na Justiça trabalham para rentabilizar o emaranhado processual tricotado pelo arco dos negócios para produzir as legalidades, inconclusões e prescrições que continuam a garantir muito boas vidas a tantos moralistas impolutos. Quem não os conhecer que lhes compre os missais. E o pior é que ainda há muito boa gente que o faz. Isto, sim, é que deveria ser objecto da mais profunda reflexão.

Alexandre de Castro disse...

O golpe de Estado constitucional está em marcha acelerada. E o PS, ao limitar o combate político ao discurso estéril do parlamento, e não se decidindo a mobilizar os seus militantes e simpatizantes para o protesto da rua, está a ser conivente com os objetivos da direita reacionária.