quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

A prendinha de Cavaco


Sempre ouvi dizer  que o Natal é quando o homem quiser, uma frase muito bem intencionada e sem qualquer restrição aplicável a Aníbais ou a Presidentes da República. Acabo de ler que um espécime de quem se diz ter as três características, a de homem, a de Presidente e a de Anibal, não quis enviar o Orçamento de Estado ao Tribunal Constitucional para fiscalização preventiva. Traduzindo para linguagem natalícia, isto mais não é do que um feliz Natal a todos os funcionários públicos que verão o seu salário novamente cortado à margem da Constituição da República Portuguesa, a tal que o nosso homem Aníbal, de quem se diz ser Presidente da República, jurou cumprir e fazer cumprir sem exceptuar o Natal no seu juramento. A prendinha de Cavaco ao país é, pois, uma réplica da bomba-relógio que rebentou em meados deste ano, quando o Tribunal Constitucional obrigou o Governo a recuar na sua intenção de rapinar o subsídio de Natal a trabalhadores em funções públicas e aposentados. O país fica a dever-lhe mais esta suspensão temporária da legalidade. Ou definitiva, caso o TC volte a reinventar o texto constitucional. É aguardar. 

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