terça-feira, 29 de outubro de 2013

Este país não é para gente


A população residente em Portugal voltou a diminuir pelo terceiro ano consecutivo, segundo mostram as Estatísticas Demográficas 2012 publicadas nesta Terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Menos nascimentos
O número de nascimentos voltou a descer, ficando pela primeira vez abaixo dos 90 mil (89.841). Houve menos 7,2% do que em 2011, quando se registaram 96.856 nascimentos, representando já nessa altura uma quebra em relação ao ano anterior.

Mais mortes
Por outro lado, em 2012, registaram-se 107.612 óbitos de pessoas residentes em Portugal, um aumento de 4,6% em relação a 2011. O crescimento natural foi, portanto, negativo: houve mais 17.771 mortes do que nascimentos.
A emigração atinge níveis alarmantes.
Contribuindo tanto para a redução como para o envelhecimento da população, o crescimento dos fluxos emigratórios acentuou-se também. Em 2012, o número de emigrantes permanentes (51.958) ultrapassou novamente o dos imigrantes permanentes (14.606), resultando num saldo negativo (37.352). Quanto à emigração temporária, em 2012, estima-se que 69.460 pessoas tenham saído do país com intenção de permanecer no estrangeiro por um período inferior a um ano. Segundo os dados do INE, houve 121.418 pessoas a sair de Portugal em 2012, número resultante da soma dos emigrantes permanentes e destes emigrantes temporários. “São ordens de grandeza que nos atiram para os anos 60".
 

Resultado
O total de população residente em Portugal em 2012, segundo os dados do INE, era de 10.487.289 habitantes, número que compara com os 10.542.398 de 2011 (-55.109). Face à população residente, a proporção de jovens passou de 14,9% em 2011 para 14,8% em 2012. Já a proporção de pessoas idosas, com 65 anos ou mais, aumentou de 19% para 19,4%. Ou seja, o índice de envelhecimento passou de 128 idosos por 100 jovens, em 2011, para 131 idosos por 100 jovens, em 2012.


Vagamente relacionado: Na sua intervenção nas jornadas parlamentares conjuntas PSD/CDS, a decorrer na Assembleia da República, Pires de Lima destacou os números das exportações fruto do esforço dos empresários. “O Governo fez a sua parte, mas o principal mérito do milagre económico são as empresas. É triste que a oposição não reconheça estes sinais porque seria reconhecer o esforço das empresas, dos empresários, dos trabalhadores, que estão a fazer um esforço para a retoma”, afirmou o ministro.

1 comentário:

Anónimo disse...

A emigração atinge níveis alarmantes.
Contribuindo tanto para a redução como para o envelhecimento da população, o crescimento dos fluxos emigratórios acentuou-se também. Em 2012, o número de emigrantes permanentes (51.958) ultrapassou novamente o dos imigrantes permanentes (14.606), resultando num saldo negativo (37.352). Quanto à emigração temporária, em 2012, estima-se que 69.460 pessoas tenham saído do país com intenção de permanecer no estrangeiro por um período inferior a um ano.