terça-feira, 1 de outubro de 2013

Requiem (de Esquerda)


O Bloco de Esquerda só atingiu um dos quatro objectivos que tinha definido para as eleições autárquicas do passado domingo e os resultados conseguidos pelo partido “ficaram muito aquém das expectativas”, admite a comissão política nacional do partido pela voz de João Semedo, para depois dizer que não vê qualquer razão” para pôr em causa a coordenação, a direcção ou a sua estratégia política. É realmente decepcionante verificar como a coordenação do Bloco olha para um resultado eleitoral que se salda em cerca de 120 mil votos, menos 70 mil do que o número de votos brancos, e não vê nada de errado na sua estratégia. Ainda mais quando o único objectivo atingido é a derrota do jardinismo na Madeira por uma coligação  na qual o Bloco participou sem qualquer espécie de protagonismo. Está tudo muito bem assim e não poderia ser diferente. Isto lembra-me alguém. Um falecido.

4 comentários:

fb disse...

O Bloco de Esquerda só atingiu um dos quatro objectivos que tinha definido para as eleições autárquicas do passado domingo e os resultados conseguidos pelo partido “ficaram muito aquém das expectativas”, admite a comissão política nacional do partido pela voz de João Semedo, para depois dizer que não vê qualquer razão” para pôr em causa a coordenação, a direcção ou a sua estratégia política. É realmente decepcionante verificar como a coordenação do Bloco olha para um resultado eleitoral que se salda em cerca de 120 mil votos, menos 70 mil do que o número de votos brancos, e não vê nada de errado na sua estratégia. Ainda mais quando o único objectivo atingido é a derrota do jardinismo na Madeira por uma coligação na qual o Bloco participou sem qualquer espécie de protagonismo. Está tudo muito bem assim e não poderia ser diferente. Isto lembra-me alguém. Um falecido.

Anónimo disse...

Após um fracasso colossal não há razão para pôr em causa a estratégia seguida. É a versão partidária da política económica do governo, insistir no que não funciona. Ou melhor, no caso do governo a estratégia económica funciona muito bem para define a estratégia. No caso do BE a estratégia política não funciona bem para ninguém. Mas quem é agarrado ao poder só o larga à força. Assim demonstram que afinal são como todos os outros, mas isso já quase toda a gente suspeitava, daí o resultado eleitoral.

fb disse...

A conclusão do abstencionista militante é sempre a mesma: "afinal são iguais a todos os outros". E devemos ao Bloco e ao PCP a ténue resistência às políticas que estão a destruir o país. Ténue na medida dos poucos votos que lhes temos confiado. Ténue na medida da desconfiança instintiva dos abstencionistas militantes que, esses sim, são todos iguais. Ladram enquanto a caravana passa, quer passe para um lado, quer passe para o outro, quer voe, quer se enterre na areia. O abstencionista conclui sempre com aquele ar de quem sabe tudo sem saber nada: "lá está, são iguais aos outros".

Anónimo disse...

São agarrados ao poder. Se trabalhassem no sentido do interesse do país não fingiriam que tudo está bem e abririam portas a uma mudança que fortalecesse o partido, para assim lutarem com mais força pelo país. Mas não, só olham para o próprio umbigo e mais vale um BE fraco na mão deles que um BE forte na mão de outros. Trabalham no sentido dos seus próprios interesses.