terça-feira, 29 de outubro de 2013

Quem fez figurinha de parvo, quem foi, quem foi?


O processo do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) que envolvia o procurador-geral da República angolano, João Maria de Sousa, foi arquivado há mais de um mês, antes da polémica sobre o pedido público de desculpas de Rui Machete pelas investigações do Ministério Público português a altos funcionários de Angola, avança o Público, citando fontes judiciais. Das duas, uma: ou Rui Machete estava muito mal informado e fez figura de parvo, ou estão a fazer-nos de parvos noticiando um arquivamento com data anterior a um eventual jeitinho do poder judicial ao senhor Ministro. Ou então não era este o caso que preocupava o senhor ministro e os seus capangas. Porque há mais.


Vagamente relacionado: A presidente da Assembleia da República deslocar-se-a a Angola, na próxima semana no âmbito da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e terá um encontro bilateral com representantes do Parlamento angolano. O Bloco de Esquerda (BE) é o único partido com assento parlamentar que não irá integrar a comitiva para acompanhar Assunção Esteves neste encontro.

Ainda mais vagamente Ainda não há sequer uma acusação, nem arguidos constituídos, mas as defesas de alguns dos altos dirigentes angolanos que estão a ser investigados pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) por fraude fiscal e branqueamento de capitais já arregaçaram as mangas. E além dos inúmeros requerimentos que já apresentaram na sequência da divulgação pública da investigação, confirmada pela Procuradoria-Geral da República, gastaram milhares de euros para juntar ao processo pareceres de reputados penalistas que não consideram crime as condutas dos visados pela investigação. Um documento foi apresentado há uns meses pela defesa de um dos dois enteados do vice-presidente de Angola Manuel Vicente, o empresário Mirco Martins, presidente da Edimo, uma sociedade unipessoal que detém 4,9% do Banco BIG. Esta posição era antes detida a título individual pelo próprio Manuel Vicente, antigo presidente da petrolífera angolana Sonangol. O accionista único da Edimo é Edmilson Martins, que, segundo a revista Sábado, é irmão de Mirco. A mesma revista adianta que a sociedade, criada em 2009, tem as contas bancárias bloqueadas pelo DCIAP num outro processo que envolve a compra de acções do banco BIG.

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