domingo, 6 de outubro de 2013

Parvinhos de todo


Cavaco diz que não é nada com ele, nunca é, e passa a bola a Pedro Passos Coelho. Este diz que está tudo bem, está sempre, e fala numa "expressão infeliz" de Rui Machete para dizer que também não é nada com ele. A bola vai parar a Marcelo Rebelo de Sousa que, para compor o ramalhete, tenta sempre fazê-lo, diz que Machete devia sair do Governo pelo seu próprio pé porque, segundo diz, Pedro Passos Coelho não tem margem de manobra para demitir o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Um Presidente sempre ausente, um Primeiro-ministro sem poder sequer para escolher os membros da sua equipa e um comentador com tempo de antena para dar ares de normalidade a tudo. Três figuras decorativas. E apenas dois dias depois de Paulo Portas anunciar que não haveria mais austeridade, já correm notícias sobre cortes a somar aos da CGA nas pensões de sobrevivência e nos subsídios de refeição nas empresas públicas, que não serão os únicos. Continuam a fazer-nos de parvos. Continuamos a aceitar que nos façam de parvos. Parvinhos de todo. Deixamos que estes anormais nos façam de tudo. Também nunca é nada connosco. São os outros...

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