terça-feira, 10 de setembro de 2013

São uns garotos cheios de ideias


Os funcionários públicos com carreiras contributivas mais longas e que peçam a reforma antecipada a partir do próximo ano estarão sujeitos a uma maior penalização. Ressalta quer a ausência de inconstitucionalidade desta medida, o Governo fez uma pausa na sua cruzada contra direitos adquiridos, quer a constância da incoerência de um Governo que paga rescisões amigáveis com o propósito de reduzir pessoal com idade inferior a 60 anos, ao mesmo tempo que aumenta a idade da reforma dos 65 para os 66 anos  e penaliza a antecipação da aposentação, incentivando a permanência dos funcionários mais velhos. Este Governo é um perfeito disparate.
Vagamente relacionado:
"Não é verdade que as contribuições que entram apenas paguem 40% porque as pensões pagas pela CGA não são só as pensões dos trabalhadores da administração pública. São as pensões de autarcas, de políticos, são pensões oriundas de outros regimes (os bancários, por exemplo, e por decisão deste Governo) que vieram integrar a Caixa Geral de Aposentações, para as quais não houve contribuições", disse Helena Rodrigues, do STE. O Governo diz que os cortes de 10% nas pensões da função pública associados ao aumento da contribuição dos organismos para a Caixa Geral de Aposentações (CGA) permitirão reduzir em um quarto o défice do sistema.

Ainda mais vagamente: Jardim Gonçalves, ex-presidente do BCP e reformado desde 2007 com 175 mil euros mensais, continua a usar o avião alugado e pago pelo banco. No entanto, esta é apenas uma das regalias que o contrato de reforma lhe garante. Segundo fontes contactadas pelo "Diário de Notícias", Jardim Gonçalves fez, durante o último ano e meio de reforma, “várias viagens” a título pessoal num Falcon 200, suportadas pelo banco. Também os 40 seguranças privados, que fazem parte do acordo, são (eram) pagos pelo BCP.

Um pouco mais ainda: O Governo elege, no anteprojecto das Grandes Opções do Plano (GOP) para 2014, a descida dos impostos como um dos passos para aquilo que diz ser uma “viragem do ciclo económico” – mas não se compromete com uma diminuição da carga fiscal até ao fim da legislatura. Verbo de encher e navegar à vista são as grandes opções do plano deles.  

 

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