terça-feira, 10 de setembro de 2013

Que maravilha


Ainda há pouco falávamos nele. O Ministério Público pediu nesta terça-feira penas suspensas para todos os arguidos do caso BCP e uma indemnização não inferior a dez milhões de euros para Jardim Gonçalves, ex-presidente do banco, avançou a SIC Notícias. As indemnizações exigidas aos restantes administradores do banco, Filipe Pinhal, Christopher de Beck e António Rodrigues, não devem ser inferiores a três milhões de euros, revelou o canal de informação. O Ministério Público defendeu que os arguidos “agiram de forma concertada” no crime de manipulação do mercado, veiculando informação falsa sobre a liquidez, os resultados e diversos indicadores da instituição financeira de modo a sobrevalorizar acções e ocultar perdas através de sociedades offshore, tudo crimes que o MP deu como provados. E não pediu pena de prisão efectiva, um cenário que  fica assim descartado. O gang do BPN há-de estar também a respirar de alívio. Quando muito, a delinquência banqueira é punida com a devolução de apenas uma ínfima parte dos montantes arrecadados. O BCP recebeu do Estado no ano passado uma injecção de 3 mil milhões de euros que todos estamos a pagar. Com juros.

Vagamente relacionado: o BCP deverá reduzir em 20% o número de trabalhadores e de sucursais até 2017, o que significa menos 1200 funcionários e quase uma centena de balcões face a 2013, segundo a apresentação a investidores enviada ao regulador do mercado.

2 comentários:

Anónimo disse...

Se eles devolvessem o DOBRO do que roubaram eu até era capaz de lhes perdoar a prisão.

Anónimo disse...

Vagamente relacionada? E o que é que o Estado português (falido como está o BCP) fez para diminuir os seus custos? Cortar 20% de funcionários públicos?!... Subsidiar (ainda mais) o BCP para este não despedir 20% de trabalhadores, para respeitar a «equidade»?
Realmente um país do burro...
José