quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Mobilidade mesmo especial


Passos Coelho exonerou “a seu pedido do cargo de adjunto do Gabinete João Montenegro”, para depois designar o mesmo João Montenegro “como técnico-especialista para prestar as funções de assessoria técnica especializada”. João Montenegro  adjunto  auferia 3287 euros, João Montenegro assessor vai passar a ganhar 3653 euros. Mais 366 euros mensais sem sair da mesma cadeira não é requalificação. Como é sabido, o TC chumbou o diploma respectivo. Também não é nem promoção nem prémio, as promoções e os prémios de desempenho há anos que estão congelados em toda a Administração Pública. De forma que receber mais 366 euros sem sair da mesma cadeira só pode ser mobilidade especial. O Gabinete do senhor Primeiro-Ministro é um oásis na "situação que o país atravessa".
 
Vagamente relacionado: “Se não corrigirmos estruturalmente os desequilíbrios financeiros do estado, suscitar-se-ão riscos de novos aumentos de impostos, o que poderá comprometer seriamente a retoma de economia e mergulhá-la de novo em ambiente recessivo”, avisou o ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Poiares Maduro. Um dos passos é a reforma do Estado, que tem que se fazer “sob o signo da equidade”. Entre o sector público e o sector privado e entre gerações, fez questão de realçar Poiares Maduro. (hoje)
Ainda mais vagamente: A mensagem do Governo parecia clara: afaste-se quem autorizou swaps especulativos. E assim caíram, entre Abril e Junho, dois secretários de Estado e três gestores. Mas nos conselhos de administração que subscreveram contratos de risco tinham assento dezenas de outros responsáveis que hoje continuam a desempenhar papéis de destaque na esfera pública. Alguns mantiveram-se no cargo, outros são altos quadros de empresas e organismos do Estado e até há dois candidatos às autárquicas. Por onde andam os gestores dos swaps especulativos? A tão apregoada reforma do Estado definitivamente não está a passar por aqui.

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