terça-feira, 10 de setembro de 2013

Excelente


Em resultado de uma providência cautelar entreposta pela Parvalorem, empresa pública criada para amontoar os incobráveis do BPN, o Estado arrestou o produto da venda dos 74 Mercedes-Benz clássicos do empresário Ricardo Oliveira, arguido em dois processos do BPN. A venda dos carros, num leilão realizado domingo em Londres, terá rendido quase vinte milhões de euros, isto é, quase metade do valor pelo qual o Governo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas vendeu o BPN ao consórcio liderado pela mulher mais rica de Angola, Isabel dos Santos, e pelo hoemem mais rico de Portugal, Américo Amorim. E agora a dúvida: foi um grande arresto ou foi um excelente negócio? Dúvida a esclarecer nos resultados eleitorais de PSD, CDS e PS, respectivamente responsáveis pelos negócios da privatização e da nacionalização do BPN,  nas próximas autárquicas
 

Vagamente relacionado:«Parecia que estávamos a tratar de segredos de Estado. Após dias a fio de troca de "e-mails" e telefonemas, o gabinete do ministro da Saúde, Paulo Macedo, lá "libertou" a informação de que o SNS, em 2011 e 2012, tinha pago, no âmbito dos cuidados primários (Unidades de Saúde Familiar/Centros de Saúde), perto de €5 milhões à IMI e à Cedima, clínicas de exames complementares de diagnóstico detidas a 100% pela Galilei, que as conseguiu herdar da SLN, ex-proprietária do BPN. Porém, a VISÃO, através de fontes absolutamente fidedignas, descobriria, numa escala financeira bem maior, mais €46,5 milhões em contratos hospitalares públicos com a Galilei, que até incluem uma PPP e a gestão de um Serviço de imagiologia. Contas feitas por baixo, a Galilei,  grupo que sucedeu à SLN, ex-dona do BPN, já cobrou ao Serviço Nacional de Saúde mais de €50 milhões. Isto apesar da dívida, superior a €1,5 mil milhões, que o Tesouro atribui àquela holding e aos seus accionistas de referência, em créditos e activos tóxicos»  (Abril de 2013)

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