sábado, 21 de setembro de 2013

Escondam-se todos, vem aí o papá


No Expresso dizem-nos que Cavaco quer voltar àquela brincadeira dos consensos a que assistimos em Julho, logo a seguir à demissão mais irrevogável da História de Portugal. No Público é Passos Coelho que aparece a representar o número do "os Governos anteriores é que têm a culpa" para ganhar balanço e ameaçar com as consequências de uma nova crise política. Noutro artigo, Poiares Maduro fala na necessidade de continuar a distribuir sacrifícios tão equitativamente como até aqui  para evitar um segundo resgate que "neste momento" – ontem à noite – garante não ser necessário  graças à "credibilidade de Portugal lá fora". E, mesmo estando na China, teve que ser o especialista em assuntos constitucionais António Mexia a dar uma entrevista à TSF ou então nunca perceberíamos sobre o que é que a garotada estava afinal a  falar. O aumento do horário de trabalho na função pública sem qualquer acréscimo salarial entra em vigor no próximo Sábado e o veredicto do Tribunal Constitucional há-de estar para aí a rebentar. Tanto basqueiro para não confessarem que estão borradinhos de medo de não resistirem ao sexto chumbo do Tribunal Constitucional. Os meninos sabem que fizeram asneira da grossa outra vez. E são quase horas do pai chegar a casa. Arranjaram-na boa. Desta vez é que vai ser bonito.
 
Vagamente relacionado: sobre a credibilidade de Portugal "lá fora,: um ano e meio depois a Rai Tre voltou a Portugal. Desta vez, além de um país entristecido, feito de contrastes entre pobres e ricos, a estação de televisão italiana diz ter encontrado um país desiludido, sem esperança e, muitas vezes, sem ter o que comer (vídeo aqui).
Ainda mais vagamente: Pedro Passos Coelho sustentou neste sábado que medidas como os cortes nas pensões da função pública, uma inconstitucionalidade grosseira, são decisivas para Portugal evitar um novo pedido de ajuda externa.

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