domingo, 15 de setembro de 2013

E lá nos puseram a pagar também a liberdade de despedir

As empresas que, a partir de 1 de Outubro, contratarem um novo trabalhador passam a descontar para dois novos fundos de despedimento. Em contrapartida, e para neutralizar esse impacto, vão receber do Estado, sensivelmente até ao final da actual legislatura, um apoio financeiro correspondente ao valor descontado para aqueles mecanismos, que asseguram o pagamento de uma parte da indemnização ao trabalhador em caso de cessação do contrato. Confirma-se o que aqui escrevi em Dezembro de 2010 quando, em pleno socratismo, surgiu a ideia da criação de um fundo para financiar os custos dos despedimentos. O Governo queixa-se de não ter dinheiro para pagar subsídios de despedimento, mas o dinheiro sobra-lhe para financiar a liberdade de despedir das empresas. Não há problema algum. Pagamos nós.




 

1 comentário:

fb disse...

As empresas que, a partir de 1 de Outubro, contratarem um novo trabalhador passam a descontar para dois novos fundos de despedimento. Em contrapartida, e para neutralizar esse impacto, vão receber do Estado, sensivelmente até ao final da actual legislatura, um apoio financeiro correspondente ao valor descontado para aqueles mecanismos, que asseguram o pagamento de uma parte da indemnização ao trabalhador em caso de cessação do contrato. Confirma-se o que aqui escrevi em Dezembro de 2010 quando, em pleno socratismo, surgiu a ideia da criação de um fundo para financiar os custos dos despedimentos. O Governo queixa-se de não ter dinheiro para pagar subsídios de despedimento, mas o dinheiro sobra-lhe para financiar a liberdade de despedir das empresas. Não há problema algum. Pagamos nós.