sábado, 28 de setembro de 2013

A irresponsabilidade também não é grátis


A partir da próxima terça-feira, os centros de emprego que têm maior fluxo de utentes passam a estar abertos ao público mais uma hora por dia, das 9h00 às 17h00, sem pausa para almoço, mais uma hora do que actualmente. Serão abrangidos os centros do Porto, Gaia, Braga, Coimbra, Aveiro, Viseu, Lisboa, Cascais, Amadora, Évora, Estremoz, Montemor-o-Novo, Portalegre, Elvas, Ponte de Sor e Loulé. Até que o Tribunal Constitucional se pronuncie sobre a constitucionalidade do diploma que põe os funcionários públicos a trabalhar uma hora gratuitamente todos os dias, a medida não terá custos para os contribuintes. Mas a conta chegará nesse dia e todos os funcionários, estes e todos os demais, terão que receber pelo trabalho adicional realizado. Não há almoços grátis, não há trabalho grátis. A menos que o tempo da escravatura tenha regressado e, mais cedo do que tarde, a todos irá afectar, não apenas os trabalhadores em funções públicas. Vai calhando a vez a todos.
 

2 comentários:

fb disse...

A partir da próxima terça-feira, os centros de emprego que têm maior fluxo de utentes passam a estar abertos ao público mais uma hora por dia, das 9h00 às 17h00, sem pausa para almoço, mais uma hora do que actualmente. Serão abrangidos os centros do Porto, Gaia, Braga, Coimbra, Aveiro, Viseu, Lisboa, Cascais, Amadora, Évora, Estremoz, Montemor-o-Novo, Portalegre, Elvas, Ponte de Sor e Loulé. Até que o Tribunal Constitucional se pronuncie sobre a constitucionalidade do diploma que põe os funcionários públicos a trabalhar uma hora gratuitamente todos os dias, a medida não terá custos para os contribuintes. Mas a conta chegará nesse dia e todos os funcionários, estes e todos os demais, terão que receber pelo trabalho adicional realizado. Não há almoços grátis, não há trabalho grátis. A menos que o tempo da escravatura tenha regressado e, mais cedo do que tarde, a todos irá afectar, não apenas os trabalhadores em funções públicas. Vai calhando a vez a todos.

Anónimo disse...

Quando fecharam o "meu" centro de emprego (que estava sempre cheio e funcionava num edifício moderno) não vi tanto espalhafato na comunicação social.