domingo, 1 de setembro de 2013

A CRP, segundo a dmagogia do "realismo"


Passos Coelho voltou a descobrir coisas. Desta vez, no meio da imensidão de auto-elogios que se contam no vídeo junto, descobriu que não é preciso mudar a Constituição para que o seu Governo possa concluir o desmantelamento que iniciou há dois anos. O que é preciso é "bom senso", daquele   que falta ao Tribunal Constitucional para deixar a garotada à vontade para substituir a Constituição pelos memorandos da troika que, esses sim, como esta rapaziada tanto gosta de repetir, estão cheios do tal "realismo" que está nos antípodas da "utopia" e da "demagogia" que imediatamente contaminam quem ouse abastardar as consensualidades necessárias para transformar demagogia em realismo. Ou seja, ainda não foi desta que Pedro Passos Coelho percebeu que, por mais "realismos" e bons sensos" que se auto-atribuam, o Tribunal Constitucional não está nem estará sob a hierarquia do Governo. É ao Tribunal Constitucional que compete apreciar a conformidade constitucional de todas as normas que lhe sejam remetidas. E o resto é conversa para entreter parolos.


Vagamente relacionado: O programa de rescisões por mútuo acordo lançado pelo Governo, e que agora se inicia, previa a sua aplicação pelas autarquias, mas nem uma aderiu. As eleições autárquicas são no final do mês e muitas candidaturas laranja aderiram amigável e espontaneamente ao movimento dos candidatos que nunca dirigiram uma palavra de crítica ao programa mas fazem campanha sem exibirem o símbolo do partido. Demagogia do "realismo".


Ainda mais vagamente: Como "plano B" ao regime de despedimentos sem justa causa chumbado pelo Constitucional, fonte governamental revelou ao Diário Económico que estão a ser equacionadas reduções salariais ainda "mais agressivas" do que as do actual regime, que prevê cortes salariais de 50% ao fim de 12 meses de permanência na mobilidade especial criada por José Sócrates. A "coragem" da demagogia do "realismo".


Obra do mesmo “realismo”: correm seis acções em tribunal que visam obrigar o Estado a conceder o vínculo à função pública a todos os professores que já estariam no quadro caso trabalhassem para uma instituição privada. Entre segunda e terça-feira, calculam sindicatos e associações, terão de pedir o subsídio de desemprego cerca de 13 mil professores cujo contrato com o Ministério da Educação e Ciência (MEC) terminou no último dia de Agosto.

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