sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Sucesso!


Embora as reclamações dos utentes do privado continuem a superar largamente as dos utentes do público, o relatório da Entidade Reguladora da Saúde, agora divulgado, mostra que as reclamações no público estão a aumentar, ao passo que as reclamações no privado estão a diminuir, uma tendência que se verifica desde 2011. Até 2011, acontecia precisamente o contrário. A política de cortes cegos na Saúde, que se intensificou a partir de 2011, está a produzir os resultados desejados: utentes cada vez mais insatisfeitos verão com cada vez melhores olhos o desmantelamento do SNS. Apodrecer, gerar insatisfação e depois privatizar. E era uma vez o Serviço Nacional de Saúde universal e de qualidade.

Vagamente relacionado: O Diário da República publicou no seu n.º 140, 2.ª série, de 23 de julho de 2013 um Despacho (n.º 9635/2013) proveniente do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde que julgávamos impossível acontecer numa sociedade que se quer democrática, informada, transparente e participativa e num governo e numa administração constitucionalmente comprometidos com o princípio ético e republicano de prestação de contas aos cidadãos. Através deste despacho fica proibido às Administrações Regionais de Saúde (ARS), aos estabelecimentos hospitalares, aos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), e às Unidades Locais de Saúde (ULS) tornar pública qualquer informação estatística na área da saúde, de carácter regional ou local, sem que a mesma seja previamente submetida à autorização do Director-Geral. (continuar a ler o comunicado da FNAM)

1 comentário:

Carlos Sobral disse...

É o SNS, é a Escola Pública, é a Segurança Social. E tudo isto debaixo das barbas de um povo imbecil, que não se apercebe minimamente do que se passa à sua volta, e que acha que as eleições fora de tempo são uma maçada, e as manifestações são para os outros, que isso é uma coisa muito radical.