quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Rajoy, amigo, a Maria Luís está contigo


“Fizeram-se pagamentos? Sim. Pagaram-se remunerações complementares em virtude dos cargos? Sim. Pagaram-se verbas por gastos inerentes ao desempenho dos cargos? Também, como em todo o lado. É justo. Pagou-se por um trabalho, pagou-se e incluía-se o pagamento na contabilidade. Rajoy foi ao Parlamento espanhol fazer de Maria Luís e admitiu pela primeira vez o que sempre tinha negado, ter recebido rendimentos para além do seu salário quando era Ministro de Aznar, confirmando a versão do antigo tesoureiro do PP, Luis Bárcenas. “Como em todo o lado”, porque se houver corrupção em todo o lado a coisa legitima-se adicionando um “é justo” dito por alguém sobre si próprio. E, pelo menos em Espanha, em Portugal não é assim e devia ser, os detentores de cargos públicos estão proibidos de receber qualquer remuneração para além do seu salário, declarem-no ou não ao fisco. Não é nada “justo” que Rajoy tenha recebido luvas, como alega o próprio. É proibido. Que jeitinhos fez e a quem, que tão generosamente lhos pagou, são questões para serem respondidas numa próxima oportunidade.

(editado)

1 comentário:

fb disse...

“Fizeram-se pagamentos? Sim. Pagaram-se remunerações complementares em virtude dos cargos? Sim. Pagaram-se verbas por gastos inerentes ao desempenho dos cargos? Também, como em todo o lado. É justo. Pagou-se por um trabalho, pagou-se e incluía-se o pagamento na contabilidade. Rajoy foi ao Parlamento espanhol fazer de Maria Luís e admitiu pela primeira vez o que sempre tinha negado, ter recebido rendimentos para além do seu salário quando era Ministro de Aznar, confirmando a versão do antigo tesoureiro do PP, Luis Bárcenas. “Como em todo o lado”, porque se houver corrupção em todo o lado a coisa legitima-se adicionando um “é justo” dito por alguém sobre si próprio. E, pelo menos em Espanha, em Portugal não é assim e devia ser, os detentores de cargos públicos estão proibidos de receberem qualquer remuneração para além do seu salário, declarem-no ou não ao fisco, pelo que não é “justo”, como alega Rajoy, é proibido. Que jeitinhos fez e a quem para receber tais montantes fica para uma próxima oportunidade.