quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Com o mundo a ver



As forças do Presidente Bashar al-Assad são acusadas de terem lançado nesta quarta-feira ataques químicos em várias zonas próximas de Damasco. Segundo a oposição, mais de 650 pessoas terão morrido, enquanto centenas de outras foram hospitalizadas. Fontes citadas pela Reuters avançam que foram lançados rockets com agentes químicos em Ain Tarma, Zamalka e Jobar na região de Ghouta. Ainda não foi confirmado que tipo de agente químico terá sido usado, mas elementos das equipas médicas que estão a assistir as vítimas afirmam à agência que estas apresentam sintomas típicos de quem esteve exposto a um gás como o sarin, um agente neurotóxico que bloqueia a transmissão de impulsos nervosos e causa a morte por paragem cárdio-respiratória. Entretanto, o número de mortos subiu rapidamente para os 1360. 37 países exigiram uma investigação ao massacre. Portugal não está na lista dos 37.


Vagamente relacionado: Um tribunal egípcio ordenou a libertação de Hosni Mubarak, dando razão à defesa, que considerava ultrapassado o tempo de prisão preventiva. Segundo um advogado, o antigo ditador poderá sair da prisão já na quinta-feira.

Ainda mais vagamente: dois dias depois da chacina, Obama disse que, pelo que os americanos já viram,  o massacre com armas químicas tratou-se “claramente de um grande acontecimento, de grave preocupação”, mas afastou qualquer intervenção militar na Síria.

4 comentários:

Costa disse...

O governo Sirio é muito besta para esperar os inspetores da ONU chegar para lançar um ataque químico dessa magnitude, aqui não tem besta não!!!
Estavam só à espera dos inspectores da ONU para usar armas químicas no seu próprio povo, tem lógica?*

Anónimo disse...

Seria suicida para Al-Assad fazer um ataque destes...

Costa disse...

único que não tinha interesse nisso era o Assad. A equipe da ONU acabou de chegar e ele manda o exército explodir uma bomba contra a sua própria população em Damasco ? E a bomba explode justo quando os homens chegam e o mundo inteiro está olhando o desenrolar desta estória. Só sendo ingênuo para acreditar que o Assad deu a ordem.Os russos já disseram que o míssil partiu de posições dos terroristas (rebeldes). Mais uma 'false flag' dos EUA E Israel para forçar uma intervenção na Síria. Até onde vai a maldade destes dois países ? O primeiro por poder e petróleo. O segundo por mais terras para realizar o sonho da Grande Israel.

PPNeto disse...

Prepara-se o perdão a Mubarak. Quem ainda não tinha percebido que a "democracia" egípcia nunca saiu da cabeça de uma minoria de jovens, pode agora observar o modo como os militares se posicionaram para recuperar o poder, branqueando a figura de Mubarak, e ilegalizando tudo o que se lhe opuser.

Um pouco por todo o mundo, a real politik, depois de alguns abanões, regressa ao comando, beneficiando do auto-convencimento das populações "insurrectas" de que o principal estava feito, de que não seria necessária mais acção ou mais vigilância democrática. Manning foi desaparecer num buraco, Snowden aparecerá morto um destes dias, Assange pouco faltará. No Reino Unido, já se assume intervenção clara do Governo sobre os media (quando era Rupert Murdoch a fazer política com eles era inaceitável, quando é Cameron já se trata da "democracia em acção"...), e usa-se o tribunal para censurar um dos pilares do Jornalismo: o acesso a dados sensíveis de interesse público.

Nunca o nojo da política como profissão, como negócio, e como exercício anti-democrático foi tão grande. Nunca a passividade dos cidadãos foi tão criminosa..